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Carlos Sainz e Stéphane Peterhansel elogiam o talento do português João Ferreira, antecipando um futuro brilhante para o piloto da Toyota no rali Dakar.

Veteranos do Dakar veem João Ferreira como promissor vencedor futuro
Veteranos do Dakar veem João Ferreira como promissor vencedor futuro

Pilotos veteranos do rali Dakar como o espanhol Carlos Sainz (Ford) ou o francês Stéphane Peterhansel (Land Rover) apontam o português João Ferreira (Toyota) como um possível vencedor da prova nos tempos mais próximos.

Em declarações à agência Lusa durante o dia de descanso da 48.ª edição da prova, que se disputa até dia 17 na Arábia Saudita, Peterhansel, recordista de vitórias com 14 triunfos (seis nas motas e oito nos carros) em 35 participações, antevê um futuro vitorioso para o piloto português de 26 anos.

“O João Ferreira é muito rápido, sobretudo nas pistas mais técnicas. Com o tempo, vai estar a lutar pela vitória”, disse.

Aos 60 anos, Stéphane Peterhansel regressou ao Dakar após um ano de interregno, agora para liderar o projeto da Land Rover com o Defender, na categoria Stock, para os carros derivados de veículos de série (semelhantes aos vendidos ao público).

Apesar de já não estar a lutar pelos lugares cimeiros, o piloto francês, que já venceu 84 especiais no Dakar, diz que tomou a decisão “por uma questão de segurança”.

“Quando decidi fazer esta categoria, o meu objetivo era claro. Queria correr menos riscos. Tive a possibilidade de continuar na Ultimate [a categoria principal], mas não há nenhuma frustração para mim. Durante 25 anos lutei pelos primeiros lugares, mas voltar numa equipa destas é muito agradável. Estou a ajudar a desenvolver o projeto”, explicou.

Mesmo assim, admite que, agora, “é uma corrida diferente”, pois está enquadrado no meio do pelotão. “Mas há menos stress. É uma categoria interessante para pilotar, a equipa é boa, é bom estar aqui”, frisou.

Este ano estará de volta a Portugal, país em que já não corre desde 2016, ano em que disputou a Baja de Portalegre, mas agora para competir no Rali-Raid, prova do campeonato do mundo da modalidade, em março.

“Já nem me lembro da última vez em que estive a correr em Portugal. Estou muito contente por voltar, tem muitos adeptos dos desportos motorizados”, garantiu.

Também o espanhol Carlos Sainz, antigo bicampeão mundial de ralis (1990 e 1992), antevê um futuro promissor para o piloto de Leiria, que defende as cores oficiais da Toyota e com o qual discutiu a sexta etapa desta 48.ª edição do Dakar.

“É um excelente piloto, com boa atitude, muito talento. Sem dúvida que tem potencial para um dia ganhar o Dakar”, sublinhou o piloto espanhol.

Carlos Sainz é, atualmente, o quarto classificado do Dakar, a 11.49 minutos do líder, o qatari Nasser Al-Attiyah (Dácia Sandrider).

Apesar de algum tempo perdido nas primeiras etapas com furos sofridos, acredita que ainda pode discutir a vitória e dá o mote: “Temos de atacar”.

Carlos Sainz é também pai do piloto de Fórmula 1 Carlos Sainz Jr., que no ano passado trocou a Ferrari pela Williams.

Com o campeonato do mundo a dois meses de começar, espera que a equipa britânica “tenha feito os trabalhos de casa”, num ano em que se mudaram os regulamentos técnicos da competição.

“É muito difícil colocar um objetivo sem saber como estará o carro. Espero que corra bem. No ano passado foi melhor do que esperávamos. Vamos ver se a equipa fez os trabalhos de casa com os novos regulamentos”, frisou.

Apesar de no seu caso ter trocado de categoria, depois de terminada a carreira no Mundial de Ralis (WRC), não se vê muito otimista quanto à possibilidade de o filho seguir as suas pisadas e trocar a Fórmula 1 pelo Dakar.

“Se vier, será dentro de muitos anos”, concluiu.

Hoje cumpre-se o dia de descanso da 48.ª edição, após seis etapas disputadas. A competição é retomada no domingo, com uma tirada entre Riade e Wadi Ad Dawasir, com 462 quilómetros cronometrados.

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