Mundial2018: Holanda e Bélgica garantem total apoio governamental
Os responsáveis da Bélgica e da Holanda deram hoje em Zurique garantias de uma plena cooperação na candidatura conjunta à organização do Mundial2018 de futebol, uma das exigências principais da FIFA.
Poucas horas antes da decisão do comité executivo, o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, disse que os dois governos “podem cumprir todas as exigências da FIFA e, ao mesmo tempo, organizarem um torneio maravilhoso”.
Na avaliação feita há duas semanas, a FIFA apontava como falha na organização de belgas e holandeses a ausência de um suporte governamental à candidatura, algo que hoje foi retificado pelos governos dos dois países.
A apresentação da proposta de belgas e holandeses foi focada em grandes nomes do futebol: Johan Cruyff, o técnico Guus Hiddink e o diretor da candidatura, o ex-futebolista internacional holandês Ruud Gullit.
Holanda e Bélgica mostraram um filme promocional com entrevistas antigas trazidas para os tempos atuais, numa tentativa de mostrar que a candidatura está destinada a vencer desde o auge de Cruyff, na década de 70.
A proposta surge como uma “outsider” em relação às candidaturas de Portugal/Espanha, Inglaterra e Rússia, sobretudo devido às suas limitações geográficas, embora Ruud Gullit tenha frisado que esse pode ser um pormenor favorável.
“A limitação do tamanho é a nossa verdadeira força”, referiu o ex-jogador, explicando que a candidatura é “amiga do ambiente” com uma rede transportes específica e que a sua localização permite “grande impacto económico no coração da Europa”.
Outro aspeto focado tem a ver com a simpatia que a candidatura de Holanda e Bélgica colhe junto daqueles países mais pequenos e que uma proposta conjunta é a única forma de evitar que um Mundial passe de um país enorme para outro.


