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O treinador André Villas-Boas considerou hoje que o FC Porto deu frente ao Rio Ave “a melhor resposta” à derrota com o Benfica, num jogo em que “era importante vencer nem que tivesse de marcar um golo com a mão”.

Villas-Boas queria vencer «nem que fosse com golo marcado com a mão»
Villas-Boas queria vencer «nem que fosse com golo marcado com a mão»

“O FC Porto deu um sinal forte do que é e é assim que queremos continuar”, disse André Villas-Boas, reconhecendo que o triunfo frente ao Rio Ave (1-0), na 18.ª jornada da Liga de futebol foi alcançado de uma forma “menos brilhante”.

André Villas-Boas referiu que é já um preconceito pensar-se que jogar contra as equipas mal posicionadas na tabela tem de resultar em goleada e apontou o exemplo recente da Naval com o Sporting, em Alvalade (3-3).

O treinador realçou a importância de continuar a ganhar, embora reconhecendo que não há jogos, nem adversários, iguais. “As exibições não podem ser sempre as mesmas”, adiantou ainda Villas-Boas.

O treinador dos ‘dragões’ negou ainda que a ausência de Walter e Souza da convocatória se deva a problemas de ordem disciplinar, como adianta alguma imprensa, que aponta os dois como frequentadores da noite.

“É uma estupidez. Temos um código interno que gostamos de respeitar. O Souza é evangélico e o Walter tem a mulher grávida. Devem ter visto dois fantasmas na noite do Porto”, acrescentou Villas-Boas.

O treinador portista preferiu ainda não abordar a contratação de Djalma ao Marítimo, como já foi referido pelo treinador da formação insular, Pedro Martins, preferindo aguardar que se torne oficial.

O treinador do Rio Ave, Carlos Brito, considerou que os seus jogadores estiveram bem, principalmente a partir dos 35 minutos, e que se tivesse marcado na oportunidade criada antes do golo do FC Porto o resultado podia ter sido diferente.

“A partir dos 10 minutos do final da primeira parte a equipa já deu um ar da sua graça”, reconheceu Carlos Brito, para quem os seus jogadores “respeitaram em demasia o FC Porto”, sem nunca colocar o autocarro à frente da baliza.

O treinador afirmou que o Rio Ave sai do Estádio do Dragão “triste com o resultado, mas com o sentimento de dever cumprido. Não permitimos ao FC Porto criar muitas situações de golo, o que não é normal”.

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