Liga Europa: André Villas-Boas lamenta desperdício ofensivo
O treinador André Villas-Boas lamentou hoje a “quantidade de oportunidades claras falhadas” pelo FC Porto frente ao Sevilha (derrota por 1-0), mas destacou o objetivo atingido de chegar aos oitavos de final da Liga Europa de futebol.
“O futebol é caótico e imprevisível. Estivemos na cara do guarda-redes seis ou sete vezes, com oportunidades demasiado claras, daquelas que não falhamos. E hoje, curiosamente, falhamos contra o guarda-redes suplente. Depois, acabamos por sofrer”, resumiu.
Para o sofrimento muito contribuiu o golo de Luís Fabiano (71 minutos), seguido da imediata expulsão de Álvaro Pereira (72): “O jogo estava na fase onde tudo poderia acontecer, o 2-0 ou 1-1. Mais o 1-1 do que o 2-0. Vivemos sempre no limite, mas tivemos uma vitória muito importante em Sevilha”.
O técnico admitiu “ansiedade” na equipa após o golo andaluz e “frustração” pelo FC Porto não ser tão eficaz “continuamente na cara do golo”, mas destacou a “estabilidade mental” dos seus pupilos, que lhes permitiu aguentar o resultado que valeu o apuramento.
Agora, nos “oitavos”, os “dragões” reencontram o CSKA de Moscovo, “outra equipa de grande historial na competição (venceu em 2004/05, 3-1 frente ao Sporting, em Alvalade)” – manifestou o técnico, expressando ainda o desejo de os seus pupilos estarem “à altura deste desafio extremamente importante”.
“O CSKA fez uma fase de grupos alucinante. É uma equipa experiente na Europa e fresca, pois regressa agora à competição (após pausa de inverno)”, concluiu.
Gregorio Manzano considerou uma “pena” o Sevilha não ter conseguido fazer o segundo golo que valeria o apuramento, mas reconheceu que o FC Porto teve “várias oportunidades” para marcar e conseguir outro resultado.
“Na primeira parte faltou-nos futebol com maior fluidez no meio campo para um jogo ofensivo mais preciso. Na segunda, tendo em conta o marcador que exigia marcarmos, lançamos mais jogadores ofensivos em busca de golos. Conseguimos o primeiro, mas faltou o segundo”, lamentou
Manzano reconheceu que o FC Porto “é muito forte no contra-ataque e teve várias ocasiões para marcar”, mas, no final, assumiu que foram os “detalhes” a afastar a sua equipa da prova, lembrando o resultado “imerecido” em Sevilha, com o triunfo 2-1 dos portugueses.
“Há que saber deixar a competição com orgulho, cara levantada. Lutámos até ao último minuto para conseguir o que todos desejávamos”, concluiu.


