Toni releva competência dos treinadores e organização dos clubes
A presença de um trio de portugueses nas meias finais da Liga Europa de futebol é, para o antigo treinador do Benfica Toni, a prova da “competência dos treinadores e da organização dos clubes”.
Apontando o feito como “um ponto de partida para a reforma do futebol nacional”, o atual técnico do Al-Ittihad, do campeonato da Arábia Saudita, disse à Agência Lusa que o sucesso do trio lusitano “representa, antes de mais, a competência e o profissionalismo dos técnicos portugueses”.
O Benfica, o FC Porto e o Sporting de Braga estão nas meias finais e conseguiram-no sob o comando de três treinadores portugueses, respetivamente Jorge Jesus, André Villas-Boas e Domingos Paciência.
“Podemos falar em emancipação do treinador português e não é pelos efeitos ‘Mourinho’, mas antes pelo trabalho de formação que melhorou qualitativamente e por razões conjunturais, que levaram os clubes a apostar na prata da casa”, sublinhou Toni.
Para o antigo campeão pelo Benfica (como jogador e treinador), “a organização dos clubes, os bons jogadores que formam e trazem de outros países também tem ajudado à valorização europeia das equipas portuguesas”.
“Por fim, julgo que mais do que um ponto de chegada, este é um ponto de partida para as tão necessárias reformas no nosso futebol”, disse à Lusa Toni.
O técnico deixou ainda um alerta, lembrando que nem tudo vai bem: “Vejam-se os paradoxos: temos três equipas a disputar as meias finais de uma prova europeia e os estatutos da federação estão por aprovar, o que poderá condicionar os clubes na sua caminhada europeia na próxima época”.
Toni chegou a uma final europeia, na Taça dos Campeões Europeus, em 1987/88, ao comando do Benfica: em Estugarda, perdeu na “lotaria” das grandes penalidade (5-6), face aos holandeses do PSV Eindhoven, após 0-0 nos 120 minutos.
O técnico luso esteve presente em outras finais, como adjunto do Sven-Goran Eriksson, e era o responsável principal na última vez que os “encarnados” estiveram numa meia final: em 1993/94, face ao Parma (2-1 em casa e 0-1 fora).


