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O FC Barcelona e o Manchester United voltam sábado ao Estádio de Wembley, onde conquistaram o seu primeiro título de campeões da Europa, os catalães em 1992 e os ingleses em 1968.

Liga dos Campeões: O regresso a Wembley, onde tudo começou
Liga dos Campeões: O regresso a Wembley, onde tudo começou

Foi no antigo estádio, que só deu ao novo o local e duas emblemáticas torres, que “Barça” e United começaram a escrever a sua lenda na prova, cada qual já com três títulos.

Os dois conjuntos reeditam também a final de há dois anos, que o “onze” de Pep Guardiola venceu por 2-0, registando-se ainda a coincidência de terem ambos disputado a sua primeira final frente ao Benfica.

No que respeita ao United, a primeira presença coincidiu com o primeiro triunfo, em 1967/68, face ao Benfica, que só caiu no prolongamento, com golos de “rajada” de Best (97 minutos), Kidd (98) e Bobby Charlton (100).

Antes, Charlton havia inaugurado o marcador, aos 55 minutos, e Jaime Graça restabelecera a igualdade, aos 80. Quase sobre o fim, Eusébio poderia ter dado o “tri” ao Benfica, mas, isolado, falhou.

O Manchester United, de Sir Matt Busby, conquistava, assim, a Taça dos Campeões, que só voltaria a ganhar 31 anos depois: na sua segunda final, a mais dramática da história, bateu o Bayern por 2-1, em Nou Camp, com dois tentos nos descontos, de Sheringham e Solskjaer.

A terceira final foi coroada com o terceiro título, em mais um duelo emocionante, com o vizinho Chelsea: após 1-1 nos 120 minutos, o United impôs-se por 6-5 na “lotaria”.

No tempo regulamentar, Cristiano Ronaldo adiantara o “onze” de Alex Ferguson, mas, no desempate, falhou o seu pontapé, sendo salvo por uma “escorregadela” de John Terry e depois por Van der Sar, que parou o remate de Anelka.

Logo no ano seguinte, o United voltou à final, mas, em Roma, caiu, pela primeira vez, face ao FC Barcelona, que venceu com golos de Eto’o e Messi, e, assim, igualou os três cetros dos ingleses.

Era a sexta final do “Barça”, que havia sido infeliz nas duas primeiras, perdidas face a Benfica (2-3 em Berna, em 60/61) e, em “casa” (Sevilha), em 85/86, perante o Steaua, num desempate por grandes penalidades em que nem uma acertou (0-2), culpa também do “herói” Duckadam.

O primeiro troféu chegou à terceira tentativa: em 1992, em Wembley, um livre marcado pelo ex-treinador do Benfica Ronald Koeman, aos 112 minutos, derrotou a Sampdória (1-0), esta época relegada à “Serie B”.

Ainda sob o comando de Johan Cruyff, o FC Barcelona voltou à final dois anos depois, para ser humilhado pelo AC Milan, que goleou por 4-0, em Atenas.

O segundo troféu foi conquistado à quinta final, em 2005/2006: o Arsenal, com 10 desde os 18 minutos (expulsão do guarda-redes Lehmann), marcou primeiro em Paris, mas, na segunda parte, Eto’o (76 minutos) e Belletti (80) deram a vitória aos comandados de outro holandês (Frank Rijkaard).

Em 2009, o “Barça” igualou os três títulos do United, pelo que, sábado, em Wembley, uma das equipas somará o quarto, igualando, no quarto lugar do “ranking”, o Ajax e o Bayern de Munique, atrás de Real Madrid (nove), AC Milan (sete) e Liverpool (cinco).

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