Copa América: Argentina favorita, mas há o «gigante» Brasil
A Argentina, de Lionel Messi, é a grande favorita à vitória na Copa América em futebol, que recebe de 01 a 24 de julho, mas há outro “gigante”, o pentacampeão mundial Brasil.
Vencedores de quatro das últimas cinco edições (1997, 1999, 2004 e 2007), os “canarinhos” encabeçam o lote de candidatos a importunar os “albi celestes”, que inclui Uruguai e Paraguai, sem esquecer Chile e Colômbia.
Pelo contrário, Equador, Peru, Bolívia, Venezuela e os convidados México, com uma equipa de recurso, e Costa Rica procurarão ultrapassar a primeira fase, “prémio” para oito dos 12 participantes na 43.ª edição da prova.
Sem vitórias na competição desde 1993 e finalista vencida nas duas últimas, a Argentina conta com o fator casa para voltar a liderar a solo o “ranking” da Copa América, que reparte com o Uruguai (14 troféus).
O “onze” de Sérgio Batista, que sucedeu a Diego Armando Maradona após o 0-4 com a Alemanha nos “quartos” do Mundial2010, conta com o apoio dos adeptos e, mais, importante, com o melhor jogador do Mundo.
A caminho de uma terceira “Bola de Ouro” consecutiva, Messi levou em 2010/1011 o FC Barcelona às vitórias na Liga dos Campeões e na Liga espanhola e quer, agora, conquistar pela primeira vez um título pela seleção principal.
O “10” argentino será o centro de todas as atenções e tem a seu lado uma equipa à altura, sobretudo do meio-campo para a frente, como Mascherano, Cambiasso, Tevez, Di Maria, Aguero, Higuain, Pastore ou Lavezzi.
O outro grande candidato é o Brasil, que, depois muitos anos a desvalorizar a prova, surge com um conjunto de grande qualidade, um mescla de jogadores experientes e outros muito jovens, já com os olhos no “seu” Mundial, em 2016.
Um ataque com Robinho, Pato e a nova coqueluche Neymar, com Ganso na retaguarda, guardado por Lucas e Ramires, mais a segurança de Júlio César, Daniel Alves, Lúcio, Thiago Silva e André Santos dão a Mano Menezes todas as garantias.
Se a teoria prevalecer, Argentina e Brasil encontrar-se-ão a 24 de julho, em Buenos Aires, para repetir as finais de 2004 e 2007, mas outras seleções podem intrometer-se nesta luta, nomeadamente o Uruguai.
Quarto no Mundial2010, apenas atrás de três seleções europeias (Espanha, Holanda e Alemanha), o conjunto comandado por Óscar Tabarez é muito experiente e “mágico” na frente, com Diego Forlan, Luis Suarez ou Edison Cavani.
O Paraguai, de Lucas Barrios, Nelson Haedo Valdez ou Roque Santa Cruz, também parece capaz de surpreender, tal como o Chile, da “estrela” Alexis Sanchez, ou a Colômbia, do ainda avançado portista Falcao.
Em matéria de “portugueses”, o melhor marcador da Liga Europa é a referência, mas também estarão Guarin, Maxi, Álvaro Pereira, Cristian Rodriguez, Luisão, Matias Fernandez, Alberto Rodriguez, Edivaldo e o “novel” André Carrillo.
Em relação a edições anteriores, voltam os prolongamentos nos jogos a eliminar, sendo que, na fase de grupos, e em caso de igualdade pontual, prevalecem a diferença de golos, os tentos marcados e só depois o confronto direto.


