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O treinador português de futebol Paulo Duarte, selecionador do Burkina Faso, revelou hoje que a sua continuidade naquela seleção depende das eleições federativas e mostrou-se indisponível caso se mantenha a mesma estrutura.

Burkina Faso: Paulo Duarte diz que continuidade depende de eleições
Burkina Faso: Paulo Duarte diz que continuidade depende de eleições

Em declarações à Agência Lusa, Paulo Duarte revelou ter contrato até 31 de março, mas que impõe outras condições para continuar na seleção, com a qual trabalha desde 2009, com uma passagem intermédia pelos franceses do Le Mans.

“Eu posso continuar, mas já pus como condição esta federação e este ministério não continuarem, essa é a minha condição número um. Provavelmente a outra federação virá e poderá ter interesse ou não”, disse o técnico à Lusa.

Paulo Duarte revelou que os jogadores querem a sua continuidade e que muitos admitem deixar a seleção se não continuar e que o próprio presidente do Burkina também deseja a sua renovação, mas que tal só será possível em outro cenário.

O treinador português, que em Portugal treinou a União de Leiria, disse que no plano desportivo o Burkina Faso progrediu, nos jogadores e nas classificações da UEFA e FIFA subiu, mas que a nível organizativo não o fez.

“Tivemos uma federação que não acompanhou as exigências do futebol moderno”, considerou o treinador, revelando casos com problemas nos passaportes que impediram a utilização de jogadores na formação e também na Taça das Nações Africanas (CAN2012).

O treinador reiterou a vontade de continuar, mas que vai esperar pela mudança, embora não esconda o desejo de fazer o apuramento para o Mundial2014, com o Burkina Faso inserido num grupo onde constam o Gabão, a República Democrática do Congo e o Níger.

Para Paulo Duarte, o Burkina Faso terá boas hipóteses de ser primeiro do grupo e garantir um lugar no “play off” com 10 equipas, que apura o vencedor de cada eliminatória para o Mundial do Brasil.

Em relação à última Taça das Nações Africanas, o técnico elogiou a qualidade do futebol do Burkina Faso, apesar do último lugar do grupo, sendo penalizado pela ausência de jogadores devido a erros da federação e também individuais.

Para Paulo Duarte, é “difícil voltar a Portugal” nos próximos anos, mas que continua com o sonho de continuar em África, ainda que não rejeite a mudança de ares e porque tem uma vida familiar e uma carreira que “assim o exige”.

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