China: «Orgulho nacional» assenta agora num trio sul-americano
Três sul-americanos, dois dos quais brasileiros, transformaram-se na ”ponta de lança” do orgulho nacional chinês, ao rubricarem o melhor resultado da primeira jornada da Liga dos Campeões Asiáticos, na quarta-feira.
”Estamos a lutar não só pelo clube, mas também pelo país”, disse o treinador do Guangzhou Evergrande, Lee Jang Soo, após a vitória frente aos sul-coreanos do Jeonbuk, por 5-1.
Os cinco golos do Guangzhou, atual campeão da China, foram marcados pelos brasileiros Cleo (2) e Muriqui (1) e pelo argentino Conca (2).
Depois da China ter falhado a qualificação para a fase final do Mundial de 2014, ”a Liga dos Campeões Asiáticos é agora a última esperança de o país alcançar alguma reputação internacional”, disse um comentador desportivo local.
A Liga dos Campeões Asiáticos é disputada por 28 equipas de 10 países, da Arábia Saudita à Austrália.
Alem do Guangzhou Evergrande, mais duas equipas chinesas participam na prova – Beijing GuoAn, orientada pelo técnico português Jaime Pacheco, e Tianjin -, mas a sua estreia foi muito diferente.
No jogo inaugural da competição, a equipa de Jaime Pacheco foi perder à Coreia do Sul por 2-1, frente ao Ulsan Hyundai, e o Tianjin empatou em casa, sem golos, com os australianos do Central Coast Mariners.
A profissionalização do futebol na China começou há apenas 20 anos, quando o Partido Comunista Chinês se converteu à ”economia de mercado socialista”.
Desde então, a seleção chinesa só conseguiu qualificar-se uma vez para a fase final de um Mundial – em 2002, na Coreia do Sul -, mas na altura perdeu os três jogos que disputou e não marcou um único golo.
No verão passado, a China contratou o técnico espanhol José António Camacho para orientar a sua seleção, mas voltou a falhar a qualificação.
A principal competição interna é a Super Liga, que começa no próximo sábado, com 16 equipas e um número recorde de técnicos estrangeiros: 13.
O Dalian Shide é orientado por outro português, Nelo Vingada, e há também treinadores da Sérvia (3), Coreia do Sul (2), Holanda (2), Bósnia, França e Croácia.
Quanto a jogadores estrangeiros, sobressaem os brasileiros (16), entre os quais o avançado Muriqui (ex-Atlético Mineiro), que foi o melhor marcador da época passada.


