V. Guimarães (eleições): Pinto Brasil quer futebolistas a trabalhar mais
Pinto Brasil, candidato da lista B às eleições do Vitória de Guimarães, considera que os futebolistas do clube “saem muito cedo e vão ter de trabalhar mais”.
“Os jogadores do Vitória saem muito cedo, vão ter de trabalhar mais porque futebol não é só dar pontapés na bola. Às vezes parece que foram ali cumprir uma obrigação nas duas horas de treino diário. Os jogadores têm que estar de corpo e alma no Vitória, se não estão bem, saem”, afirmou em entrevista à Agência Lusa.
A ideia de Pinto Brasil é que os jogadores iniciem o dia de trabalho de manhã, almocem nas instalações do Vitória – sob a orientação de um nutricionista – e saiam pelas 17:00, defendendo mesmo a “picagem do ponto”.
“Depois ainda têm muito tempo livre, se não ainda têm um segundo emprego, saem e vão jogar ao Famalicão”, ironizou acrescentando que, com ele “a exigência vai aumentar porque sem isso não se consegue ir a lado nenhum”.
Pinto Brasil quer ainda reduzir substancialmente o número de jogadores com contrato com o Vitória e defendeu que, com essa poupança, se invista em jogadores portugueses.
“Não tenho nada contra os estrangeiros, mas acho que devemos ‘aportuguesar’ a equipa, isso é importante, quer venham da formação ou de outras equipas. Aliás, e com todo o respeito que tenho pelo treinador Rui Vitória, ele já devia estar a lançar outros jogadores, outro guarda-redes na baliza para substituir o Nilson e mais três ou quatro para começar a mudar as coisas”, defendeu.
Apesar do reparo, deixou elogios ao técnico e, embora tenha frisado que a decisão não será só sua, considerou que Rui Vitória “poderá ser o treinador da continuidade”.
Não assegurou igualmente a contratação de um diretor desportivo, afirmando apenas que se “se justificar, ele vai aparecer na hora”.
Sobre as relações com outros clubes, disse que se for eleito vai tomar a iniciativa de reaproximar o Vitória ao FC Porto, relação esfriada desde 2008.
“Não podemos estar sozinhos. Devemos dar-nos bem institucionalmente com os clubes, respeitar e ser respeitados”, resumiu.


