Árbitro Jorge Sousa desvaloriza escrutínio televisivo aos lances polémicos
O árbitro da final da Taça da Liga de futebol, Jorge Sousa, desvalorizou hoje o escrutínio que é feito nas transmissões televisivas aos lances polémicos, considerando que é ”humanamente impossível ver tanto” como as televisões.
O juiz portuense considerou que não pode ”combater e ter a presunção ou a ousadia” de que vai ver tanto como a televisão, apesar de perceber que a opinião pública que vê o jogo em casa, ”imagine, depois de ver meia dúzia de repetições, que a decisão no campo é assim fácil”.
”É humanamente impossível, nem perco o meu tempo com isso, porque jamais, enquanto árbitro e humano, conseguirei ver tanto como uma transmissão televisiva”, disse Jorge Sousa, em conferência de imprensa no Estádio Cidade de Coimbra, palco da final da Taça da Liga, no sábado, entre o Benfica e o Gil Vicente.
O árbitro, que apita a sua segunda final da competição, a primeira foi na época 2009/2010, mostrou-se satisfeito pela escolha do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, considerando que a opção é um ”voto de confiança e sinal do reconhecimento” do seu trabalho.
Respondendo aos jornalistas, Jorge Sousa disse que se sente ”emocionalmente forte e capaz” para dirigir o jogo da final, que tem hora marcada para as 20:45 de sábado, no Estádio Cidade de Coimbra.
Sem querer endereçar conselhos aos jogadores das duas equipas finalistas, o juiz do Porto, de 36 anos, espera um ”jogo fantástico, com duas equipas que vão dar o tudo por tudo para conseguirem uma prestação memorável, com grande respeito e, acima de tudo, numa atmosfera extremamente positiva”.
O presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, Vítor Pereira, que marcou presença na conferência de imprensa, rejeitou comentar o caso que está a abalar a arbitragem nacional, em que estará envolvido o vice-presidente do Sporting, Paulo Pereira Cristóvão, entretanto com mandato suspenso, e o árbitro auxiliar José Cardinal, alegando que está em segredo de justiça.


