Euro2012: Ausência de favoritos torna tudo possível, no Grupo A
A anfitriã Polónia, a Grécia, campeã surpresa em 2004, a Rússia e a República Checa, herdeiras futebolísticas das antigas campeãs União Soviética e Checoslováquia, são todas legítimas aspirantes ao apuramento, num Grupo A do Euro2012 sem favoritos.
Se ditou um “grupo da morte”, com Alemanha, Holanda, Portugal e Dinamarca, o sorteio também impôs um grupo sem seleções de topo, em que tudo é possível e nada, rigorosamente nada, será surpresa.
Polacos, gregos, russos e checos têm conjuntos interessantes e jogadores de qualidade, mas pouco mais do que isso, sendo que verdadeiras “estrelas”, talvez só duas: Petr Cech, o guarda-redes checo do Chelsea, e Andrei Arshavin, o médio russo emprestado pelo Arsenal ao Zenit.
Entre as quatro seleções, a Polónia, de Franciszek Smuda, apresenta a grande vantagem de jogar em casa, embora consciente que esta é a apenas a segunda presença, após ter ficado pela primeira fase, sem triunfos, em 2008.
O avançado Robert Lewandowski, o médio Jakub Blaszczykowski, ou mais facilmente “Kuba”, e o defesa Lukasz Piszczek são três dos “heróis” da equipa, depois de terem ajudado, como titulares, o Borussia Dortmund a ganhar tudo (campeonato e taça) na Alemanha.
O jovem guarda-redes do Arsenal Wojciech Szczesny é outro dos triunfos dos polacos, que, em casa, gostariam certamente de ter outro tipo de argumentos, “craques” como Grzegorz Lato ou Zbigniew Boniek, que, no passado, levaram a Polónia ao “bronze” nos mundiais de 1974 e 1982.
Por seu lado, a Rússia será a equipa mais cotada, depois de ter atingido as meias-finais na edição anterior, sendo afastada pela campeã Espanha (0-3 nas meias-finais).
Arshavin, que voltou ao Zenit para melhor preparar a prova, é a grande referência do “onze” comandado pelo holandês Dick Advocaat, quase na totalidade preenchido por jogadores do campeonato russo.
Os experientes avançados Roman Pavlyuchenko e Pavel Pogrebnyak são outras das armas da Rússia, que na qualificação até se destacou no setor defensivo, com apenas quatro golos sofridos, em 10 jogos.
Finalista em 1996 e semi-finalista em 2004, a República Checa surge numa fase de renovação e qualificou-se após um percurso bem modesto, no Grupo I, que acabou a 11 pontos da Espanha e com apenas mais dois do que a Escócia, para, depois, eliminar Montenegro no “play-off”.
O guarda-redes Petr Cech é a grande “estrela” dos checos, que vivem ainda da qualidade de alguns veteranos, caso dos médios Tomas Rosicky (Arsenal) e Jaroslav Plasil (Bordéus) e do avançado Milan Baros (Galatasaray).
Depois do inesperado título de 2004, a Grécia volta com a ambição de fazer melhor do que em 2008, edição em que se ficou pela primeira fase, com três derrotas, agora sob o comando do português Fernando Santos.
Com uma qualificação exemplar (sete vitórias e três empates), os helénicos mostraram, mais do que individualidades, um conjunto forte – ainda sustentado nos médios ex-Benfica Katsouranis e Karagounis -, difícil de bater e, como habitualmente, assente na defesa.
Calendário do Grupo A:
Primeira jornada (sexta-feira, 08 junho)
Polónia – Grécia (17:00), Varsóvia.
Rússia – República Checa (19:45), Wroclaw.
Segunda jornada (terça-feira, 12 junho)
Grécia – República Checa (17:00), Wroclaw.
Polónia – Rússia (19:45), Varsóvia.
Terceira jornada (sábado, 16 junho)
Grécia – Rússia (19:45), Varsóvia.
República Checa – Polónia (19:45), Wroclaw.
Nota: Horas em Lisboa.


