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O castigo de 15 dias de suspensão aplicado pela Federação Portuguesa de Futebol a Jorge Jesus, treinador do Benfica, tem enchido várias páginas de jornais nos últimos dias. Ontem, o técnico das águias mostrou-se em pleno desacordo com a aplicação dessa penalização, mesmo sabendo que não afetará a sua presença em jogos oficiais.

Guilherme Aguiar: «Seria menos hipócrita se não penalizassem Jesus»
Guilherme Aguiar: «Seria menos hipócrita se não penalizassem Jesus»

Fazendo uma pequena retrospetiva sobre o assunto, tudo se prende com as palavras deixadas pelo treinador das águias no final do encontro entre o Benfica e o FC Porto (2-3), disputado a dois de março no Estádio da Luz.

Na altura, o defesa Maicon marcou o golo da vitória em fora de jogo e Jesus colocou em causa o desempenho da equipa de arbitragem de Pedro Proença, afirmando que o fiscal de linha apenas não marcou fora de jogo porque não quis e não porque não viu.

José Guilherme Aguiar, comentador residente do programa ‘Dia Seguinte’ na SIC Notícias, mostrou-se ao Futebol 365 em pleno desacordo com as palavras de Jorge Jesus e com a aplicação de um castigo seis meses depois da infração se ter efetivado.

«O castigo de Jorge Jesus é ridículo. Além de ser castigado por uma infração cometida em março, é ridículo porque quem atribuiu a pena sabia que esta seria inócua, ou seja, sem qualquer efeito prático. Seria menos hipócrita se não penalizassem o treinador do Benfica», opinou Guilherme Aguiar.

«Jesus tem jogadores em quantidade e qualidade para fechar as brechas do meio-campo»

Convidado pelo Futebol 365 a comentar as saídas de Javi Garcia, Witsel e Hulk, outro dos assuntos que marcou a atualidade desportiva nos últimos dias, Guilherme Aguiar concordou que o Zenit de São Petersburgo tirou poder de fogo aos dois maiores candidatos a vencer a Liga Zon Sagres, mas continua a achar que o FC Porto ficou a perder mais do que os seus rivais de Lisboa.

«O FC Porto ficou a perder mais. O Hulk resolvia jogos, as estatísticas provam isso. Nunca vi Axel Witsel a decidir partidas da mesma forma. Será mais fácil para o Benfica substituir o médio belga», começou por analisar, garantindo que o Benfica não se poderá desculpar por falta de soluções no seu meio campo.

«Substituir Javi Garcia e Witsel é um problema de Jorge Jesus. É por isso que possui um plantel extenso. Discursos que defendem um enfraquecimento da equipa com a saída destes jogadores são para manter a massa adepta satisfeita: se correr mal, já estavam avisados; se correr bem, fez-se um excelente trabalho. O treinador do Benfica tem jogadores em quantidade e qualidade para fechar as brechas do meio-campo», rematou.

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