Liga Zon Sagres: Estoril-Praia 3–1 Marítimo (comentário)
Três golos do futebolista Luís Leal deram hoje a primeira vitória da temporada ao Estoril-Praia (3-1), com o ”europeu” Marítimo a não conseguir mostrar a sua superioridade muito por ”culpa” da expulsão de Rúben Ferreira, aos cinco minutos.
À entrada para este jogo, o passado recente das duas equipas não podia ser mais antagónico, com o Estoril-Praia sem conhecer o sabor das vitórias, registando dois empates – Paços de Ferreira e Vitória de Guimarães – e uma derrota (Olhanense). Ao invés, o Marítimo ainda não tinha perdido, somando dois empates (Gil Vicente e Sporting) e um triunfo frente ao Rio Ave.
Se o desgaste europeu, provocado pelo empate com o Newcastle (0-0), para a Liga Europa, poderia ser um ”entrave” para os comandados de Pedro Martins, foi a expulsão de Rúben Ferreira, logo aos cinco minutos, que condicionou o jogo dos insulares, o que obrigou Sami a recuar para lateral-esquerdo, dando mais espaços aos extremo direito do Estoril-Praia Carlitos, que se estreou na I Liga, esta temporada.
Apesar da inferioridade numérica, Pedro Martins conseguiu reequilibrar o setor defensivo com a entrada de Luís Olim, para o lugar de David Simão, mas, aos 29 minutos, Luís Leal encontrou um buraco na pequena área e aproveitou da melhor maneira a assistência de Diogo Amado, colocando os estorilistas na condição de vencedor.
Os comandados de Pedro Martins acusaram o golo sofrido e não voltaram a conseguir controlar o jogo, não sendo por isso de espantar que, novamente, Luís Leal, aos 37 minutos, ampliou a contagem, após passe de Licá para Gonçalo Santos.
Até ao intervalo, o Marítimo apenas conseguiu criar algum perigo, por João Guilherme, na cobrança de um livre direto, aos 43 minutos. O mais inconformado parecia mesmo o treinador dos insulares que à entrada para os balneários fez questão de mostrar o descontentamento à equipa de arbitragem.
Sem mexidas ao intervalo, o Marítimo entrou mais atrevido para o segundo tempo, mas depressa esgotou esse ímpeto e passou a jogar mais com o coração do que com a razão, fator que se notou aos 63 minutos quando Luís Leal aumentou para 3-0, após assistência de Jefferson, na esquerda.
Pouco depois o encontro ficou equilibrado no número de jogadores depois de Carlitos ter visto o segundo cartão amarelo, contudo o resultado já estava feito e o melhor que o Marítimo conseguiu fazer foi reduzir o marcador, por intermédio do brasileiro Adilson, aos 80 minutos, que, curiosamente, marcou à equipa que representou na temporada passada.
Antes do apito final, o madeirense João Guilherme, de livre direto, testou os reflexos de Vagner, obrigando o guardião estorilista a fazer a defesa da noite, que manteve o resultado em 3-1, no ”regresso” às derrotas do Marítimo fora de portas, algo que não acontecia deste 04 de março de 2012, com o Vitória de Guimarães.
Friday, 21 de September de 2012
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Monday, 24 de September de 2012
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