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Declarações dos treinadores do Vitória de Guimarães e do Sporting de Braga, após o jogo dos quartos de final da Taça de Portugal de futebol, disputado em Guimarães e que terminou com um triunfo vimaranense por 2-1.

Taça Portugal: Declarações após o Guimarães (2-1) Sp. Braga
Taça Portugal: Declarações após o Guimarães (2-1) Sp. Braga

Rui Vitória (treinador do Vitória de Guimarães): ”Foi muito difícil para nós, não só por defrontarmos uma belíssima equipa, com jogadores muito experientes e de qualidade, mas também pelas circunstâncias do próprio jogo, que condicionaram o nosso rendimento.

Estes jogadores são inexcedíveis, são uns campeões e sinto-me muito orgulhoso, pois, muitas vezes, as equipas são vistas somente pela qualidade técnica, mas, atrás de qualquer profissional, há um ser humano. Não acredito que haja bons profissionais, se não houver bons seres humanos.

Na paragem após o tempo regulamentar, conseguimos equilibrar novamente as coisas e fomos para o prolongamento com uma alma enorme.

A primeira estratégia que adotamos para o jogo foi reconhecer as virtudes e os defeitos da equipa adversária.

Não nos rendemos a nada. Esta equipa pode jogar melhor, pode jogar pior, mas o brio, a atitude e o lutar até à exaustão são sempre exigidos.

Os nossos adeptos foram fantásticos. Fico muito contente por dar-lhes esta alegria, porque nos têm ajudado muito nas dificuldades que estamos a atravessar.

Uma equipa que chega às meias-finais tem qualidade. Esperam-nos dois jogos difíceis. Já estive na II Liga e sei que há jogos mais difíceis de disputar contra equipas da II Liga do que, propriamente, contra equipas da I Liga”.

José Peseiro (treinador do Sporting de Braga): ”O Vitória fez dois golos em três oportunidades, e nós um, mas penso que para aquilo que foi o jogo e para as oportunidades que criámos, este resultado foi injusto face àquilo que se passou, quer nos 90 minutos, quer no prolongamento.

Os meus jogadores foram guerreiros. Fizeram o quinto jogo em quinze dias, com grande vontade e determinação de mudar o resultado. Fomos a equipa mais forte e tivemos pela frente a infelicidade de encontrar um guarda-redes que defendeu tudo o que havia para defender, pois criámos ocasiões suficientes para ganhar não um, mas dois jogos.

Os golos, muitas vezes, não são fruto de mais ataques e mais oportunidades de golo. O futebol tem esta caraterística que torna esta modalidade a mais espetacular do Mundo.

Creio que o árbitro deixou por marcar uma grande penalidade a nosso favor e creio que houve três amarelos mostrados injustamente à minha equipa.

Mesmo que não tivéssemos a possibilidade de conquistar nada, temos de ter sempre a responsabilidade e a motivação de fazer o melhor que pudermos, pois somos profissionais. Temos ainda grandes coisas para conquistar: o terceiro lugar é a classificação mínima pretendida e ainda há a Taça da Liga.

Saímos daqui muito tristes, mas disse aos meus jogadores que merecíamos ter vencido e que temos de fazer mais vezes aquilo que fizemos”.

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