Liga Zon Sagres: Declarações após o Nacional (1-1) Rio Ave
Declarações dos treinadores do Nacional e do Rio Ave, após o jogo entre as equipas, que terminou empatado (1-1), relativo à 22.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.
Manuel Machado: ”Os jogos de futebol têm esta riqueza de serem atípicos e ainda bem que assim é.
Foi um jogo que, no conjunto da jornada, acaba por ser um resultado positivo para nós, na medida em que somamos mais um ponto, encurtamos para dois dos nossos concorrentes alguma distância, não toda a que queríamos, estou a falar do Estoril e do Marítimo, que perderam e não somaram pontos.
Julgo que entrámos bem no jogo, com alguma naturalidade chegámos, através de um penálti, ao golo, Fizemos um controlo da reação que o Rio Ave, naturalmente, teve e, até aos 45 minutos, penso que as coisas estavam mais ou menos bem.
O segundo tempo tem um conjunto de fatores que me parece serem de relevância, porque são determinantes no desfecho da partida. Temos que nos autopenalizar por alguns comportamentos menos adequados. Um jogador que já tem um cartão amarelo não pode cometer um erro daqueles, pondo-se a jeito para um segundo amarelo.
Relativamente ao penálti contra o Nacional, também me parece que, com algumas dúvidas, pode ter havido uma bola dividida na coxa-braço do Claudemir e, por isso, julgo que o árbitro fez uma leitura que é a sua, e com alguma justeza.
A expulsão do Jota parece-me que é uma leitura em extremo daquilo que é a lei. De qualquer maneira, o resultado é o que é, porque cometemos alguns erros na segunda parte, por outro lado aquilo que havia sido dito sobre o perfil do Bruno Paixão, que é um excelente árbitro, mas que tem, de facto, uma particularidade na forma como olha para o jogo: olha para o jogo como o Vítor Gaspar olha para os números, ou como o Passos Coelho olha para a gestão deste país, tentando olhar para a aritmética sem ver aquilo que se passa na realidade.
Também é necessária sensibilidade na defesa do espetáculo desportivo e, no que diz respeito à segunda expulsão, parece-me que a lei tem uma leitura levada ao extremo e que podia ser profundamente evitável.
O resultado que conseguimos parece-me ter uma nota que, do meu ponto de vista, é a mais importante e é a que eu mais valorizo, que é a capacidade de luta e sofrimento dos nove jogadores do Nacional que restaram. Uma postura muito profissional, lutaram até à exaustão”.
Nuno Espírito Santo: ”Tal como prevíamos, era um jogo difícil, porque tradicionalmente o Nacional é um adversário que torna a tarefa de qualquer equipa muito difícil.
Não entrámos bem no jogo, até porque em certos momentos nos faltou critério. Após o golo, reagimos muito bem, fomos atrás do prejuízo e conseguimos controlar, aumentando o critério de posse, apesar de termos saído para o intervalo a perder.
Na segunda parte, realmente fomos a equipa que somos e após as expulsões do Nacional, só houve uma equipa a jogar, mas com a consciência de que estes jogos são perigosos.
A ansiedade apodera-se, mas a análise que faço é positiva no sentido da maneira como os jogadores lidaram com as situações de stress que o jogo teve.
Mantivemos a organização, em termos individuais, não nos precipitamos, porque era um jogo que poderia ter sido ao contrário. Nesse sentido o Nacional acusou a situação do próprio jogo, por isso concluo que estivemos bem.
Quando já decorreu boa parte do campeonato, a partir do segundo terço, estamos no quinto lugar e assumimos que queremos esta posição e vamos lutar por isso.
Não faço comentários aos árbitros, porque acreditamos na sua competência”.


