Federação de Direitos Humanos exige à FIFA atenção aos trabalhadores
A Federação Internacional de Direitos Humanos (FIDH) exigiu hoje à Fifa maior atenção aos direitos humanos dos trabalhadores que atuam nos preparativos para os próximos mundiais, na Rússia (2018) e no Qatar (2022).
Em carta aberta endereçada ao presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Joseph Blatter, a FIDH exorta a instituição a investigar e solucionar as denúncias sobre supostas violações aos direitos dos trabalhadores nos dois países.
De acordo com o documento, esses trabalhadores estão a receber pagamentos injustos, são submetidos a horários de trabalho excessivos e sofrem com o preconceito racial.
A FIDH chama atenção especialmente para a situação no Qatar, onde 94 por cento da força de trabalho é constituída por imigrantes provenientes do sul e leste asiático.
Em alguns casos, segundo o documento, a situação de trabalho é tão deplorável que os empregados arriscam a vida.
”Os Jogos devem ser justos não apenas para os jogadores, mas também para todas as pessoas que têm contribuído para torná-lo possível”, ressaltou o presidente da FIDH, Karim Lahidji.
A carta recorda ainda os recentes protestos que levaram milhares de pessoas às ruas no Brasil que levaram contra os excessivos gastos na construção e modernização de estádios, enquanto os investimentos em infraestrutura básica no país são negligenciados.
”A Fifa deve perceber esses protestos como um importante lembrete de que o sucesso dos jogos também depende do respeito pelos valores sociais”, destaca a carta.
A Federação Internacional de Direitos Humanos é uma organização não-governamental, fundada em 1922, com o objetivo de promover o respeito aos direitos garantidos pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e no Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos e no Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais.


