“Vimos quem era. E a polícia não viu?”
Os recentes confrontos na Assembleia Geral Extraordinária do FC Porto, que resultaram na antecipação do término da reunião devido a confrontos físicos e verbais entre sócios, continuam a gerar controvérsia entre os demais comentadores desportivos.
O Ministério Público abriu recentemente um inquérito aos incidentes que obrigaram a suspender a AG do FC Porto, e posteriormente o clube azul e branco, através de comunicado, anunciou medidas para identificar os responsáveis pelas agressões entre os sócios portistas.
“O FC Porto recorrerá aos meios que tem ao seu alcance para identificar os responsáveis por agressões físicas e mobilizará os restantes órgãos sociais tendo em vista a abertura de processos disciplinares”, pode ler-se no comunicado publicado pelos Dragões, que vivem atualmente um dos momentos mais conturbados da sua história.
No entanto, Diamantino Miranda, ex-jogador português e agora comentador desportivo, expressou a sua perplexidade em relação à falta de identificação dos envolvidos nos confrontos ocorridos no Dragão Caixa.
“È preciso ser vidente para ver pessoas a subir e descer escadas e a apontar dedos à cara das pessoas?”
“São precisas câmeras? Nós não conhecemos quem andava ali? Nas imagens que vimos, não conhecemos as pessoas? Várias pessoas que andavam ali a ameaçar outras? Não se percebeu isso? Não se conhece? Não se sabe quem são? São precisas câmeras?”, começou por questionar o antigo internacional português.
Diamantino Miranda, em declarações na CMTV, reproduzidas pelo jornal ‘Bancada.pt’, manifestou ainda o seu descontentamento com a situação ocorrida na AG dos dragões, destacando que, nas imagens disponíveis, seria possível identificar as pessoas responsáveis pelos incidentes.
“Estão a brincar ou o quê? É querer dar a volta a coisas que não têm sequer princípio”, afirmou.
O ex-jogador apontou para a necessidade da polícia intervir e identificar os envolvidos nas agressões, considerando que a situação não deveria requerer investigações complexas.
“Eu vi pessoas a descer escadas a ameaçar outras pessoas”
“É preciso ser vidente para ver pessoas a subir e a descer escadas e a apontar dedos à cara das pessoas? A ameaçar as pessoas? Era para depois irem beber um copo?”, reforçou a sua ideia Diamantino Miranda.
“Isso era prenúncio de quê? Acabava tudo aos beijinhos a seguir? Julgava!”, acrescentou o comentador da CMTV.
Os bárbaros acontecimentos na AG do FC Porto têm sido alvo de escrutínio e das mais variadas opiniões, quer internas, quer externas aos dragões. No entanto, para o antigo jogador, toda a polémica em torno do assunto pertence ao campo de ‘discursos redondos’.
“O resto são discursos redondos, quando se quer dizer que e não sei o quê que era preciso isto. Não era preciso nada. Vimos quem era. E a polícia não viu?”, rematou.


