André Villas-Boas esperançoso com “relação umbilical” entre Farioli e equipa
O presidente do FC Porto, André Villas-Boas, disse hoje ter uma “esperança enorme” no título da I Liga de futebol, assente na “relação umbilical” entre treinador e equipa, embora com receio de mais lesões.
“Tenho uma esperança enorme. Felizmente, contratámos um grande treinador, a motivar plantéis e estruturas, que tem visão, estratégia, processo e ideias. Sabe os valores do FC Porto e há uma identificação carnal entre a equipa, os associados e a mística do clube. É tudo muito prematuro, mas estamos no bom caminho. O que me conforta é a relação umbilical entre treinador e equipa”, assegurou o dirigente.
Em painel no Portugal Football Summit, na Cidade do Futebol, em Oeiras, André Villas-Boas afirmou que o Sporting “está sólido e com capacidade para reter o seu talento” e o Benfica “fez um investimento muito forte”, esperando não ter muitas lesões como a de Nehuén Pérez, que “pode deitar abaixo candidaturas ao título”.
“São 16 meses intensos e de profunda transformação. Ambicionamos a títulos, no plano desportivo, pelo que o primeiro ano de mandato foi violento, ficando aquém dos objetivos. Tivemos uma reestruturação financeira gigante, movimentámos 450 milhões de euros [ME] de receitas e foi isso que o salvou como clube associativo. A situação estava no limite. Quando entrámos, tínhamos 15 dias para pagar 15 ME e seis meses para pagar 115 ME. A situação foi muito perigosa”, frisou o dirigente.
Essa reestruturação encontra-se em marcha e o líder dos ‘dragões’ agradeceu aos sócios pela ajuda e a “uma das melhores equipas de gestão do país”, recordando ter feito “uma das operações financeiras mais notórias para clubes portugueses”.
“De treinador para presidente, o que permanece é um amor único pelo FC Porto e pelo que representa. Chegar a presidente do FC Porto era um destino de vida e um sentido de missão, de servir o clube e entregá-lo melhor do que encontrei, o que é difícil, pela história gloriosa”, afirmou o presidente, no cargo desde maio de 2024.
As infraestruturas na formação são o maior problema atual dos ‘dragões’, que será resolvido com o novo centro de treinos, para dotar a equipa principal de futebol de mais jovens talentos como Rodrigo Mora, cuja transferência falhada para o futebol saudita, através do Al Ittihad, foi igualmente motivo de conversa durante o painel.
“Tivemos uma proposta de 50 ME. O Al Ittihad prometeu vir com uma proposta de 63 ME, que não apareceu, mas de qualquer forma só estaríamos dispostos a uma conversa a partir dos 70 ME. A proposta não apareceu e o Al Ittihad desapareceu. Não ficámos muito agradados com a forma como se comportaram. Têm o direito de sair da negociação, mas mexer com a cabeça de um miúdo não é ético. Talvez agora, com Sérgio Conceição a treinador deles, a nossa relação seja outra”, disse.
O Portugal Football Summit, organizado pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF), teve início na quarta-feira e decorrerá até sábado na Cidade do Futebol, em Oeiras, com o objetivo de discutir o futuro do desporto a nível nacional e mundial.


