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O adepto do Benfica considera que o modelo de distribuição dos direitos audiovisuais está praticamente definido e alerta que o foco deve estar na criação de receitas para o futebol português.

Mauro Xavier garante que o Benfica tem vantagem na centralização dos direitos televisivos
“Liga da farsa. Mais um roubo escandaloso – penálti por marcar e golo em fora de jogo”

Mauro Xavier, gestor e antigo dirigente da Fundação Benfica, divulgou as suas ideias em relação à centralização dos direitos televisivos em Portugal, obrigatória a partir de 2028.

Segundo a opinião de Mauro Xavier, a distribuição dos direitos televisivos deverá reservar cerca de 5 por cento para a Liga Centralização, 10 por cento para a Segunda Liga e o restante para a Primeira Liga, onde um terço seria dividido de forma igual e dois terços atribuídos com base na classificação e impacto social. Ainda assim, o adepto sublinha que “não é aí que está o desafio” e que o essencial é “aumentar o tamanho do bolo”.

O mesmo defende que o Benfica tem uma vantagem estratégica única por poder negociar dois anos adicionais dos seus direitos televisivos antes da centralização obrigatória, classificando essa possibilidade como irrepetível.

Na sua perspectiva, aceitar apenas um crescimento inflacionário significaria comprometer a competitividade do clube, tendo em conta que os direitos audiovisuais representam a segunda maior receita operacional e que o futebol europeu cresce entre sete e dez por cento ao ano.

Entre as soluções apontadas está uma mudança no modelo da BTV, considerando que a subscrição tradicional está esgotada. O adepto defende a integração do canal num operador, sem custo adicional para o consumidor, como forma de combater a pirataria, alargar o alcance e maximizar receitas, estimando que o potencial do mercado pode traduzir-se em 150 milhões de euros em dois anos.

Mauro Xavier revela ainda que “esta solução cria valor imediato, reforça a marca, melhora a acessibilidade e estabelece um modelo que pode inspirar a própria centralização”.

Por fim, recorda que o Benfica já teve um papel decisivo na transformação do mercado televisivo em Portugal, ao romper o monopólio existente, defendendo que o clube deve voltar a liderar o processo, salientando que o futuro do futebol português passa mais por criar valor do que apenas por o distribuir.

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