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A rápida punição a Mourinho e a impunidade de Hjulmand e Suárez escancaram a falta de critério na justiça desportiva, gerando polémica sobre a igualdade de tratamento entre clubes.

“Mourinho é castigado em 24h, mas Hjulmand e Suárez têm passe livre?”
“Mourinho é castigado em 24h, mas Hjulmand e Suárez têm passe livre?”

A rapidez na aplicação e confirmação do castigo a José Mourinho contrasta com a morosidade noutros casos disciplinares no futebol português. Esta é a principal crítica de Jaime Cancella de Abreu, sócio do Benfica, que questiona a existência de “quantos pesos e quantas medidas” na justiça desportiva.

Jaime Cancella de Abreu destacou o caso do treinador José Mourinho, punido com um jogo de suspensão e mais 11 dias, além de multa, por comportamentos considerados “livres, conscientes e voluntários” pelo Conselho de Disciplina da FPF.

“Mourinho foi castigado em menos de nada”, afirmou, referindo-se à celeridade do processo, que impediu o treinador de estar no banco contra o Arouca e o Vitória de Guimarães.

O sócio benfiquista criticou ainda a confirmação da sanção após recurso do clube, considerando-a “grotesca”. “Mais grotesco que os castigos em si mesmos foi, porém, a sua confirmação pelo Conselho de Disciplina após recurso do Benfica”, disse, sublinhando a recusa do efeito suspensivo.

Casos de Hjulmand e Suárez: exemplos de desigualdade na justiça desportiva

Além do caso Mourinho, Jaime Cancella de Abreu apontou para outros processos que, na sua opinião, evidenciam desigualdade de tratamento.

Citou o arquivamento da queixa do FC Porto contra Hjulmand por um pisão num jogador do AVS SAD, apesar de as imagens confirmarem o lance. “Verdade se diga que as imagens confirmam o pisão, mas o que o antecede não é claro porque as repetições são insuficientes”, explicou.

Outro caso mencionado foi o de Luis Suárez, do Sporting, acusado de gestos obscenos num jogo da Taça contra o FC Porto. “Suaréz fez gestos de gamanço com as duas mãos, e repetiu-os (…), gestos esses bem visíveis pelas imagens da transmissão televisiva, claros e óbvios”, afirmou. O jogador escapou a qualquer sanção imediata, ao contrário de Mourinho.

Sugestão final: Benfica seguir a “jurisprudência” do Sporting

Por fim, Jaime Cancella de Abreu sugeriu que o Benfica poderia seguir a “jurisprudência” do Sporting para contestar castigos, referindo-se ao caso de João Palhinha, que evitou uma suspensão através de recursos legais.

“Talvez seja hora do Benfica fazer uso da ‘jurisprudência’ do doutor Varandas”, concluiu, questionando: “Quem manda afinal nisto tudo?”.

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