“Andaram 40 anos a assobiar para o lado e agora deram por falta de qualquer coisa”
O FC Porto atravessa um período de dificuldades financeiras, e a situação foi motivo de troca de palavras entre André Villas-Boas e Pinto da Costa. O ex-treinador do clube pediu à administração que devolvesse os prémios financeiros que recebeu, enquanto o presidente ironizou a sugestão.
André Villas-Boas, atualmente uma das vozes mais críticas à gestão de Pinto da Costa, instou a direção do FC Porto a restituir os prémios financeiros recebidos, considerando a delicada situação económica do clube.
Contrapondo a sugestão de André Villas-Boas, Diamantino Miranda, ex-jogador e comentador desportivo, expressou as suas dúvidas sobre a probabilidade da administração portista acatar tal pedido.
“Não acredito que devolvam porque, se as pessoas sentissem o dever e o princípio ético de devolver, já o tinham feito, ou se não receberam, depois de toda a esta polémica, diziam que abdicam ou que vão abdicar dos tais prémios”, afirmou em declarações na CMTV.
O comentador foi mais longe e acrescentou ainda que “se não o fizeram, não acredito que o vão fazer”.
Diamantino Miranda não se ficou por aí e salientou que “daí a frase também que se vai usando nos comentários de que também andaram 40 anos a assobiar para o lado e agora deram por falta de qualquer coisa”.
Pinto da Costa sugere a Villas-Boas devolução dos prémios que recebeu
Pinto da Costa por sua vez, respondeu às declarações de Villas-Boas sugerindo que este também devolvesse os prémios que recebeu durante o seu período no clube. “Eu estava era à espera é que ele devolvesse os prémios que ganhou no FC Porto”, disse o presidente dos azuis e brancos.
O pedido de voto contra as contas do clube, apresentado por Villas-Boas na Assembleia Geral, também mereceu uma reação do líder portista.
Pinto da Costa considerou que o pedido do ex-treinador foi um “um fait-diver para criar algum stress, mas ninguém ligou ao que ele disse porque ele apelou ao voto contra as contas do clube, mas a maioria aprovou e quem se absteve, num sinal de bom senso, significa que não aprovava as contas mas não queriam criar um problema ao clube”.


