Águias e Leões no topo: Benfica e Sporting são mestres na arte de lucrar com transferências
Num estudo recente do Observatório do Futebol (CIES), foram reveladas as posições de destaque do Benfica e do Sporting no cenário mundial das transferências de jogadores.
Ambos os clubes portugueses, rivais da Segunda Circular de Lisboa, conquistaram lugares de prestígio entre os maiores lucradores em transações internacionais de jogadores, destacando-se pelo desempenho financeiro notável.
Benfica: Formação da Luz aparece em 7º lugar com 200 milhões de euros de lucro
O Benfica surge em sétimo lugar no ranking mundial, evidenciando um lucro expressivo de 200 milhões de euros em transferências internacionais. Este feito reflete não apenas a capacidade do clube encarnado em identificar talento, mas também a mestria na gestão de negócios no mercado de transferências.
Durante o período analisado, entre 2014 e 2023, o Benfica angariou um total de 540 milhões de euros em receitas provenientes das transações de jogadores não formados na academia do Seixal, onde se situa o centro de treinos das águias.
Este valor impressionante contrasta com os 340 milhões de euros investidos em aquisições. O clube da Luz destaca-se assim como uma referência na otimização de recursos e no retorno financeiro sustentável.
Sporting: Leões fecham o Top 10 com 169 milhões de euros de lucro
O emblema verde e branco, por sua vez, conquistou a décima posição no ranking, apresentando um lucro considerável de 169 milhões de euros.
Durante o período em análise, o clube lisboeta registou receitas de transferências no valor de 380 milhões de euros, face aos 211 milhões de euros investidos.
Este desempenho coloca o emblema, liderado por Frederico Varandas, entre os principais clubes a nível mundial que conseguiram equilibrar o sucesso desportivo com a gestão eficiente das suas finanças.
A capacidade do Sporting em gerar receitas substanciais através de transferências internacionais contribui para a estabilidade económica do clube.
Top 10 Mundial: Outros destaques e realidades contrastantes
O estudo do CIES revelou um pódio global liderado pelo Lille, agora sob a batuta tática de Paulo Fonseca, com um saldo positivo de 386 milhões de euros em transferências internacionais.
O Ajax, um dos clubes com maior história no futebol dos Países Baixos, segue na segunda posição, com 317 milhões de euros de lucro, enquanto o Salzburgo completa o pódio com um saldo positivo de 233 milhões de euros.
Outros clubes portugueses também marcaram presença na lista, destacando-se o Sporting de Braga (112 milhões de euros), o Portimonense (96 milhões de euros), o FC Porto (79 milhões de euros), o Vitória Guimarães (76 milhões de euros) e o Estoril (55 milhões de euros).
Estes resultados sublinham a robustez financeira do futebol português no mercado internacional.
Contrastando com o sucesso de alguns clubes, gigantes europeus como o Barcelona, Chelsea e Arsenal registaram saldos negativos significativos, refletindo os desafios financeiros enfrentados por algumas potências do futebol mundial.
Impacto nas academias e desenvolvimento de talentos
O foco deste estudo recaiu sobre transferências de jogadores que não foram formados nas academias dos clubes, evidenciando a importância da capacidade de scouting e contratação estratégica.
Contudo, esta análise não desvaloriza o papel vital que as academias desempenham no desenvolvimento de talentos, uma vez que muitos dos jogadores transferidos internacionalmente começaram o seu percurso nessas estruturas.
Benfica e Sporting na Vanguarda Financeira Internacional
O desempenho notável do Benfica e do Sporting neste estudo do CIES coloca estes clubes portugueses na vanguarda financeira internacional.
A capacidade de gerar lucros substanciais através de transferências internacionais destaca a visão estratégica e a eficiência na gestão desportiva e financeira destas instituições.
A presença de outros clubes portugueses no ranking reforça a posição única do futebol português no panorama global, mostrando que é possível conciliar o sucesso desportivo com uma gestão financeira equilibrada.


