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O cenário desportivo português vive um novo capítulo de controvérsia com o desenvolvimento do caso que envolve Matheus Reis, jogador do Sporting, acusado de agredir um jovem apanha-bolas durante um confronto contra o FC Porto na época passada.

“O Matheus Reis agrediu uma criança. Comportamentos são um lixo”
“O Matheus Reis agrediu uma criança. Comportamentos são um lixo”

“O Matheus Reis agrediu uma criança”, lembra diretor de conteúdos dos azuis e brancos.

A situação, que levou inicialmente a uma participação disciplinar por parte do FC Porto, toma agora um novo rumo com o Ministério Público a avançar com uma acusação contra o defesa brasileiro.

O incidente em questão ocorreu durante um clássico disputado no Estádio do Dragão, em agosto de 2022. Matheus Reis, a efetuar um lançamento lateral, envolveu-se numa ação que levou à acusação de agressão a um apanha-bolas.

O FC Porto, na altura, apresentou uma participação disciplinar, alegando que o jogador do Sporting agrediu propositadamente o jovem apanha-bolas com a sua cabeça e antebraço esquerdo.

“O defesa brasileiro Matheus Reis agrediu um jovem apanha-bolas com a cabeça ao minuto 34 sem qualquer antecedente que pudesse motivar tal ação”, escreveram os dragões minutos após o encontro em questão.

Apesar de inicialmente o caso ter sido arquivado pela Justiça desportiva, devido à falta de testemunhos diretos no momento do incidente, o Ministério Público decidiu agora que existem indícios suficientes para levar o caso a tribunal.

“Fez de conta que isto não aconteceu. A Justiça desportiva arquivou uma coisa destas”

O despacho do Ministério Público, citado pelo Porto Canal, descreve detalhadamente a ação de Matheus Reis, considerando-a uma potencial ofensa à integridade física.

Face a este significativo desenvolvimento, Diogo Faria, diretor de conteúdos do FC Porto, não poupou nas críticas ao jogador do Sporting, considerando a sua conduta como “inqualificável”.

“O Matheus Reis agrediu uma criança”, começou por relembrar o adepto portista, em declarações no Porto Canal.

“O Sporting, em geral, é sempre apresentado pela comunicação social como o clube da integridade, da correção, são todos muito corretos e depois têm comportamentos que são um lixo, que é o que isto foi”, observou Faria.

“Eu tenho tolerância quando os jogadores se pegam entre eles, no calor do momento. Pronto. Agora agredir uma criança é uma coisa inqualificável. Foi isso que fez o Matheus Reis”, acrescentou o diretor de conteúdos dos azuis e brancos.

Faria destacou ainda a importância de a Justiça agir de forma célere e eficaz perante casos de agressão como este, expressando a sua deceção com o arquivamento do caso por parte da Justiça desportiva.

“Fez de conta que isto não aconteceu. A Justiça desportiva arquivou uma coisa destas. Deveria ser a primeira a atuar rápido, em força, as imagens são inequívocas. Não é preciso testemunha ou perícias médicas”, destacou, antes de afirmar que não acredita que Matheus Reis ‘se safe’ da mão pesada da Justiça.

“Basta olhar e percebe-se o que aconteceu. A Justiça civil está a atuar. A Justiça da República”, rematou Diogo Faria.

Por sua vez, o Sporting ainda não emitiu nenhum comentário oficial sobre as acusações contra Matheus Reis. A reação do clube e do jogador pode ser determinante para o desenrolar deste caso, que se tornou um ponto de controvérsia entre os dois clubes rivais.

A decisão do Ministério Público de avançar com uma acusação formal contra Matheus Reis coloca o jogador sob escrutínio público e judicial, com potenciais consequências desportivas e legais.

O desfecho deste caso está agora nas mãos da justiça, que terá de determinar a responsabilidade e as eventuais sanções aplicáveis ao jogador do Sporting.

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