“Schjelderup pode marcar uma era em Portugal. Não tenho nenhuma dúvida em afirmá-lo”
A época terminou com um sabor amargo para o Benfica, uma vez que a conquista da Supertaça Cândido de Oliveira foi o único troféu conquistado pelos encarnados numa temporada que ficou muito aquém das expetativas para os fervorosos adeptos benfiquistas.
“Trata-se de um dos jogadores com maior potencial desta idade em termos europeus”, observou o antigo dirigente do Sporting Carlos Freitas.
Com a temporada finalizada e com os jogadores a partirem para o Euro24, as atenções da SAD encarnada centra-se agora na preparação da próxima época.
Com a certeza de que Roger Schmidt continuará a ser o técnico do Benfica na próxima época, a incerteza paira agora sobre quais os jogadores que dirão adeus à Luz, para além do já confirmado Rafa Silva, e quais os possíveis reforços para o plantel das águias.
Certo é o regresso de Andreas Schjelderup, jovem avançado norueguês que esteve ao serviço do Nordsjælland por cedência do emblema lisboeta.
Na Dinamarca, o jogador de apenas 20 anos destacou-se pela sua irreverência e capacidade de desmontar as defesas adversárias pelo seu poderio técnico, algo que lhe valeu o título de melhor jogador do campeonato dinamarquês na época 2023/24.
Ora, o regresso de Schjelderup à Luz, marcando um reforço de peso para o ataque encarnado para a nova temporada, não passou despercebido a Carlos Freitas, antigo dirigente de Sporting, Vitória de Guimarães, Fiorentina e SC Braga, entre outros emblemas.
“Schjelderup pode marcar uma era em Portugal. Não tenho nenhuma dúvida em afirmá-lo”
Em declarações no Canal 11, da Federação Portuguesa de Futebol, o ex-dirigente português acredita que o jovem jogador norueguês se pode afirmar na Luz desta vez, visto que, segundo Freitas, é um dos jogadores com maior potencial da sua idade.
“Na minha modesta opinião trata-se de um dos jogadores com maior potencial desta idade em termos europeus, não na Dinamarca”, começou por comentar Carlos Freitas.
O antigo dirigente afirmou esperar ainda que Roger Schmidt consiga formar um plantel forte que permita ao jovem norueguês brilhar e alcançar um nível de excelência.
“Acho que para transformar esse potencial em rendimento, obviamente, necessita de uma equipa e um coletivo que funcione”, observou o agora comentador desportivo.
“Que tenha uma equipa que suporte os momentos menos bons que, inevitavelmente, vai ter que ter, porque trata-se de um jogador ainda muito jovem que, naturalmente, ainda não tem a capacidade de fazer uma época constante sempre ao mesmo nível”, acrescentou Freitas.
Freitas destacou ainda que as expectativas estão elevadas em torno do regresso de Schjelderup, contudo o ex-dirigente acredita que o jovem jogador poderá marcar uma era no futebol português.
“Agora, o potencial é de alguém que pode marcar uma era em Portugal. Não tenho nenhuma dúvida em afirmá-lo porque vi vários jogos dele antes de assinar pelo Benfica, este ano uma das coisas que vi também na Dinamarca foi a própria evolução da competição”, destacou.
Para Freitas, a evolução do jogador nórdico é evidente e há vários casos de sucesso na Europa, o que reforça a confiança no potencial de Schjelderup, sustentando a sua opinião na competitividade da liga dinamarquesa.
“Estamos a falar de uma Liga que tem evoluído bastante. E se formos ver a evolução do jogador nórdico, não só do dinamarquês, também do sueco, do norueguês e islandês são inúmeros os casos na Europa em grande destaque”, rematou Carlos Freitas.


