“O FC Porto devia solicitar os áudios do VAR”
O empate entre o Famalicão e o FC Porto (1-1), a contar para a 13.ª jornada da I Liga, continua a dar que falar, com um lance em particular a gerar intensa discussão.
O jogo ficou marcado por um lance polémico aos 73 minutos, quando Luís Godinho, após consulta ao VAR, anulou um golo portista e assinalou um penálti por mão de Pepê na área, no início do lance.
Ouvidos antigos árbitros sobre o lance pelo jornal O Jogo, as análises foram divergentes. Jorge Coroado e Fortunato Azevedo consideraram que o penálti foi bem assinalado. Coroado argumentou que Pepê aumentou a volumetria do corpo ao tocar a bola com o braço, enquanto Fortunato Azevedo acrescentou que a posição do braço justificava a infração.
Por outro lado, José Leirós discordou, defendendo que o movimento de Pepê foi natural e que não houve intenção de jogar a bola com o braço. Já Tiago Rocha, especialista em arbitragem da Rádio Renascença, também analisou o lance e considerou que o árbitro “não teve influência no resultado” e que a decisão foi correta.
Apesar de a grande penalidade não ter alterado o marcador, graças à defesa de Diogo Costa, o momento permanece no centro das discussões, sendo considerado por muitos determinante no desenrolar do encontro.
VAR em foco no empate entre Famalicão e FC Porto
Nas redes sociais, Tiago Silva, conhecido sócio do FC Porto, pediu maior transparência sobre o processo de decisão. “O FC Porto devia solicitar os áudios do VAR relativos ao lance de ontem”, escreveu no X.
O adepto dos dragões também apontou para a falta de clareza na decisão. “Os analistas sustentam a decisão do penálti no movimento do braço esquerdo de Pepê, mas o árbitro terá marcado a falta por, supostamente, a mão direita ter tocado na bola, algo que ninguém consegue atestar com certeza”, comentou.
Tiago Silva sugeriu ainda que o clube procure compreender o que levou o árbitro a rever o lance e quais foram os argumentos apresentados pelo VAR. “Era importante saber o que levou o VAR a chamar o árbitro a rever o lance e o que motivou a decisão do árbitro”, concluiu.
Golo anulado a Samu é “um crime de lesa futebol”
José Fernando Rio, jurista e antigo candidato à presidência do FC Porto, também partilhou a sua opinião sobre o encontro e o lance polémico. Nas redes sociais, expressou a sua indignação com a arbitragem, considerando que os dragões foram prejudicados.
O sócio do clube azul e branco escreveu na sua conta no Facebook que anular o golo de Samu e marcar o penálti “é um crime de lesa futebol“.
Com este empate, o FC Porto caiu para o terceiro lugar da classificação, agora com os mesmos 31 pontos do Benfica, mas atrás dos encarnados por diferença de golos e com um jogo a mais.


