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O Benfica anunciou o pagamento de uma indemnização de 8,7 milhões de euros a Roger Schmidt, após a rescisão do contrato com o técnico alemão. António Figueiredo, sócio e adepto do clube, criticou duramente a gestão de Schmidt no final do seu percurso na Luz, sublinhando episódios que, na sua opinião, comprometeram a coesão do grupo.

“Acabou com o bálneário ao fuzilar em direto o guarda-redes do Benfica”
“Acabou com o bálneário ao fuzilar em direto o guarda-redes do Benfica”

Roger Schmidt recebe indemnização milionária

Roger Schmidt, que tinha contrato com o Benfica até 2026, deixou o clube no final de agosto, após apenas quatro jornadas na presente edição da I Liga. A saída culminou num acordo milionário de rescisão, com as águias a desembolsarem 8,7 milhões de euros.

O treinador alemão, que chegou ao Benfica em 2022, foi inicialmente aclamado pelos adeptos ao conduzir o clube à conquista do título nacional em 2023. Contudo, a segunda e iníco da terceira temporada na Luz, foram marcadas por resultados dececionantes e uma série de decisões polémicas, que culminaram na sua substituição por Bruno Lage.

Roger Schmidt “entrou logo mal e entrou azedo”

António Figueiredo, conhecido sócio e adepto do Benfica, não poupou críticas à gestão de Roger Schmidt nos seus últimos meses no clube. Durante a sua participação na CMTV, Figueiredo afirmou que a renovação de contrato com Schmidt, ainda antes do início da época, foi um erro estratégico.

“Na minha opinião, como ele tinha contrato por mais um ano, não devia ter renovado. Acho que foi uma precipitação. Ou então acreditaram muito nas notícias de que ele ia para o Bayern, para o Real Madrid ou para a seleção. No princípio da época, ele entrou logo mal e entrou azedo”, disse.

O episódio com Vlachodimos: “Um condutor de homens não pode fazer aquilo”

António Figueiredo apontou como um dos momentos mais marcantes da rutura no balneário as declarações públicas de Schmidt sobre Odysseas Vlachodimos, após a derrota frente ao Boavista.

“Ele próprio acabou com o balneário ao fuzilar em direto na televisão o guarda-redes do Benfica. Um condutor de homens não pode fazer aquilo. Podia-lhe ter dito tudo o que quisesse dentro do balneário, mas não vir para a televisão arrasá-lo e, logo a seguir, pô-lo como suplente.”

As palavras de Roger Schmidt na altura, justificando a titularidade de Samuel Soares com a necessidade de “energia fresca na baliza”, foram vistas como um ataque direto ao guarda-redes grego. “No Benfica, não recebemos créditos pelo passado”, afirmou o técnico na altura.

António Figueiredo considerou ainda o episódio “um exemplo muito triste” e sublinhou que o técnico germânico demonstrava estar seguro no cargo, o que pode ter influenciado as suas decisões. “Um fulano que está com o rei na barriga porque sabe que tem emprego garantido por mais dois anos e bem pago”, finalizou.

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