Bruno de Carvalho ataca César Boaventura: “Al Capone vs. FBI”
O ex-presidente do Sporting disparou contra o agente nas redes sociais, comparando a queixa contra Matheus Reis a “Al Capone denunciando o FBI”.
O antigo presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, comentou na rede social X o polémico lance entre Matheus Reis e Andrea Belotti na final da Taça de Portugal, reagindo à notícia de que César Boaventura apresentou uma queixa na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o defesa do Sporting.
O incidente ocorreu durante o encontro disputado no Estádio do Jamor, no passado domingo , em que o Sporting conquistou o troféu ao vencer o Benfica por 2-1. No decorrer do jogo, Matheus Reis acertou com o pé na cabeça de Andrea Belotti, mas os árbitros não assinalaram falta, gerando indignação no lado benfiquista.
No rescaldo da final, o defesa brasileiro agravou a controvérsia durante as celebrações do título, ao fazer uma referência irónica ao lance. “Aqui nós pisamos na cabeça”, afirmou Matheus Reis, numa gravação divulgada nas redes sociais do clube leonino e posteriormente removida.
César Boaventura, agente desportivo e adepto confesso do Benfica, decidiu avançar com uma queixa-crime contra o jogador do Sporting, alegando “agressão não punida em campo”. O empresário justificou a ação como resposta a “atos de violência inaceitáveis”, acrescentando que “isto não é futebol, é apologia da violência”.
O caso ganhou contornos jurídicos, com especialistas em direito penal e desportivo a debaterem as possíveis implicações legais para Matheus Reis. Conforme o Código Penal português, o defesa poderá enfrentar acusações de ofensa à integridade física, cuja gravidade determinará se haverá consequências disciplinares ou criminais.
Bruno de Carvalho, antigo líder leonino, entrou a ferro e fogo na polémica envolvendo Matheus Reis e César Boaventura. Num comentário cortante no X (antigo Twitter), o ex-presidente sportinguista reagiu à notícia de que o agente – condenado por fraude fiscal – apresentou queixa na Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo pisão do defesa do Sporting em Andrea Belotti.
“O César Boaventura fazer uma queixa na PGR contra o Matheus Reis é o mesmo que o Al Capone fazer queixa do FBI… César a tua sorte é que aqui em Portugal têm a mania da pena suspensa senão estavas era a fazer queixas ao director da prisão… e não seria por pisões na cabeça…”, escreveu.
A analogia com o famoso gângster dos anos 1930 não foi aleatória. Bruno de Carvalho aludia à condenação de Boaventura a três anos de prisão com pena suspensa na “Operação Malapata” por fraude fiscal e falsificação de documentos – caso que ainda está em recurso. A investida reforça o tom beligerante que marcou a polémica pós-jogo.


