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A candidatura “Só o Benfica Importa” às eleições do Benfica defendeu hoje Rui Costa no caso dos 70 mil euros bloqueados pela venda de German Conti ao Lokomotiv Moscovo, devido às sanções impostas à Rússia pela União Europeia.

Candidatura de Rui Costa defende presidente do Benfica na transferência de Conti
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De acordo com a candidatura do atual presidente, “os factos são claros e a lisura adotada para a observância da lei também”, lembrando que “havia um jogador de futebol do clube, não utilizado, que foi cedido sem contrapartida financeira a um clube russo, em 2022/23, que, na época seguinte, o vendeu a um terceiro clube, tendo-se registado uma transferência bancária clara, transparente e rastreada de 76 mil euros, entre o clube russo e o Sport Lisboa e Benfica, validada pelo Sistema de Correspondências de Transferências da FIFA, resultante da posse de percentagem do passe do jogador em causa”.

“A transparência da situação permitiu o seu escrutínio, o suscitar de dúvidas pelo Ministério Público devido às sanções da União Europeia e a notificação do representante legal do Sport Lisboa e Benfica”, lê-se no comunicado da candidatura de Rui Costa.

A candidatura lembra que esta foi “uma situação não detetada em nenhum momento do processo administrativo, da FIFA ao banco, dos serviços do clube aos restantes intervenientes”, mas “prontamente revertida com a suspensão do contrato e a não aceitação de pagamentos posteriores que, sendo devidos ao clube, estariam condicionados pelas sanções à Rússia”.

Na segunda-feira, o Benfica confirmou que o Ministério Público (MP) bloqueou 70 mil euros da venda de German Conti ao Lokomotiv Moscovo, devido às sanções impostas à Rússia pela União Europeia.

De acordo com o jornal Correio da Manhã, o presidente do Benfica, Rui Costa, vai ser constituído arguido por este negócio, por violação da legislação europeia sobre as sanções aplicadas a entidades e interesses russos, na sequência da invasão da Ucrânia.

Em comunicado, os ‘encarnados’ esclarecem a cedência do defesa central argentino, que deixou em 2020 o clube lisboeta mas só se desvinculou em 2023, quando o emblema moscovita o transferiu para o Racing Avelaneda.

“Como o Sport Lisboa e Benfica era detentor de uma percentagem do passe do atleta, o clube russo transferiu para o Benfica o montante correspondente àquela percentagem: 70 mil euros”, detalha o clube ‘encarnado’, assegurando que esta transferência foi validada pelo sistema de gestão destes negócios da FIFA.

O Benfica disse ainda que “fez cessar os efeitos do referido contrato e recusou receber qualquer pagamento”, assim que “tomou conhecimento do entendimento do Ministério Público, de que na data da transferência o clube estaria abrangido por sanções da União Europeia”.

“Quer a venda do jogador que deu lugar ao pagamento do valor acima referido ao Benfica, quer o pagamento daquele valor, que viria a ser bloqueado por ordem do MP, não eram do conhecimento ou da responsabilidade do presidente Rui Costa”, assegura o clube, confirmando, no entanto, que a “notificação do MP foi feita ao legal representante do Sport Lisboa e Benfica, que é o presidente Rui Costa”.

No mesmo esclarecimento, o emblema das ‘águias’ dá conta de que Rui Costa aguarda novo agendamento para ser ouvido pelo MP, uma vez que “a data para inquirição coincidia com a data de apresentação do plantel para a presente época bem como da reunião do plenário dos órgãos sociais, agendada para apreciar a proposta de alteração estatutária”.

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