Crónica: Energia renovada na segunda parte guia Benfica a triunfo folgado
A acentuada subida de rendimento entre a primeira e a segunda parte conduziu hoje o Benfica ao triunfo sobre o Vitória de Guimarães, por 3-0, em partida da 10.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.
Depois de uma primeira parte equilibrada, praticamente sem perigo a rondar as balizas, a equipa treinada por José Mourinho apresentou uma versão mais forte na etapa complementar, após as entradas de Leandro Barreiro e de Schjelderup, e construiu uma vitória incontestável, com golos de Tomás Araújo, aos 53 minutos, de Dahl, aos 62, e de João Rego, aos 87.
A formação lisboeta mantém assim o terceiro lugar, com 24 pontos, a um do líder FC Porto, que recebe o Sporting de Braga, no domingo, e do vice-líder Sporting, que derrotou o Alverca na sexta-feira (2-0), após bater um adversário que perdeu pela primeira vez no Estádio D. Afonso Henriques na época em curso e que ocupa o 11.º lugar, com 11 pontos.
Com três novidades no ‘onze’ – João Mendes, Telmo Arcanjo e Oumar Camara -, a equipa de Guimarães começou dinâmica, a tentar dividir o jogo com os ‘encarnados’, mas sem articulação suficiente entre setores para jogar com regularidade nas imediações da área contrária.
No lado benfiquista, o treinador José Mourinho apresentou a mesma equipa titular da goleada ao Arouca (5-0), na ronda anterior, e viu os seus jogadores instalarem-se no meio-campo vitoriano a partir do minuto 10, mas sem velocidade, nem imaginação para desequilibrarem e criarem perigo.
Muito dependente das iniciativas de Lukebakio e de Prestianni nas alas, o conjunto da Luz teve mais bola até ao intervalo (59%), mas só ameaçou a baliza à guarda de Juan Castillo num remate em arco do extremo argentino, a rasar o poste direito, aos 37 minutos.
Esforçada na hora de defender, a formação treinada por Luís Pinto voltou a ‘despertar’ para o ataque a partir da meia hora, mas sem conseguir melhor do que remates de Telmo Arcanjo e de Fabio Blanco à figura de Trubin e de um outro de Samu, por cima.
Com Schjelderup e Leandro Barreiro nos lugares de Prestianni e Sudakov, o Benfica reentrou em campo mais enérgico, mais objetivo na construção dos ataques e rapidamente abalou os ‘alicerces’ da defesa vitoriana, em cabeceamentos de Leandro Barreiro, travado por Castillo, aos 48 minutos, e de Richard Ríos, aos 50, ao lado.
O golo de Tomás Araújo, num cabeceamento certeiro ao primeiro poste, após canto batido por Lukebakio, materializou a clara supremacia ‘encarnada’ no começo da segunda parte.
Com a expulsão do vitoriano Fabio Blanco, após uma entrada com a sola da chuteira sobre Barreiro, aos 56 minutos, as ‘águias’ tiveram ainda mais espaço para chegar à área contrária e dilataram a vantagem, num lance demonstrativo do vigor atacante benfiquista e da desorientação vitoriana nos posicionamentos sem bola.
O lateral esquerdo Dahl apareceu solto na área, sem qualquer marcação, e ‘disparou’ com força, sem hipóteses de defesa para Castillo, numa bola que ressaltou na trave antes de entrar.
Na última meia hora, os lisboetas geriram o resultado com tranquilidade, criando lances para marcar assim que aceleravam, mas Castillo negou os golos a Barreiro, aos 72, e a Barrenechea, aos 84 e aos 87, mas, nesse último lance, a defesa incompleta permitiu a João Rego a recarga certeira.


