
O AVS impôs hoje um empate a uma bola diante do Gil Vicente, na 11.ª jornada da I Liga de futebol, num jogo com grandes penalidades desperdiçadas e que ficou marcado pelo regresso aos golos de Nenê.
Com este empate, que premeia o segundo tempo dos locais, o AVS, que volta a pontuar pelo segundo jogo consecutivo, continua no último lugar, agora com três pontos, enquanto o Gil Vicente mantém o quarto lugar, com 23.
No lançamento do jogo, João Pedro Sousa queria ver o AVS “igualar em campo” um Gil Vicente a quem César Peixoto pedia “humildade”, mas cedo a ‘corda’ começou a partir do lado de quem está mais fragilizado.
Santi García, aos cinco minutos, desviou ao primeiro poste a trajetória da bola para o fundo da baliza do AVS, inaugurando o marcador, no canto seguinte ao espanhol, também de cabeça, ter feito brilhar João Gonçalves.
O Gil, que voltou a contar com Luís Esteves no ‘onze’ após castigo, tem as dinâmicas de jogo bem definidas e tudo sai bem, mesmo quando se trata de ressaltos, face a um AVS que desespera pela primeira vitória e por largar o último lugar.
Tunde jogou no lugar de Rafael Barbosa, numa equipa inicial aparentemente mais ousada, mas os locais não conseguiram ter bola nos primeiros minutos e a percentagem pouco melhorou após o golo sofrido.
A reação mais visível do AVS saiu dos pés de Spencer, aos 26 minutos, através de um remate de longe, numa altura em que Luís Esteves já ameaçara o segundo, após desenvencilhar-se de Rúben Semedo na área contrária.
Perto do intervalo, uma intervenção infeliz de Bane, ao tocar a bola de braço esticado na área do AVS, motivou a intervenção do vídeoarbitro e resultou numa grande penalidade que Pablo desaproveitou, ao atirar por cima da baliza dos anfitriões.
Este lance podia ter resolvido o jogo, mas foi uma ‘vitamina’ para o AVS, que subiu imenso de produção no segundo tempo, equilibrou o jogo, criou várias oportunidades e, justamente, logrou chegar ao empate, aos 87 minutos, pelo inevitável Nenê.
O avançado brasileiro, de 42 anos, concluiu uma jogada coletiva saída do banco, envolvendo Pedro Lima e, na assistência, Diego Duarte, redimindo-se da grande penalidade desperdiçada três minutos antes.
O guarda-redes Andrew defendeu o castigo máximo, por empurrão de Marwin na área do Gil, já depois de ter brilhado a remates de Nenê e Perea. No último dos sete minutos de descontos, Gustavo Varela ficou perto de devolver a vantagem à formação de Barcelos, num lance a meias entre o guarda-redes e o poste, no que seria um castigo demasiado pesado para os locais.