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O técnico do Arouca não escondeu a frustração pela derrota nos descontos frente ao Benfica, mas sustentou-a pela forma de competir com um adversário forte.

“É amargo sofrer a fechar o jogo”, diz Vasco Seabra após derrota frente ao Benfica
“É amargo sofrer a fechar o jogo”, diz Vasco Seabra após derrota frente ao Benfica

O treinador do Arouca, Vasco Seabra, mostrou-se orgulhoso com a atitude da sua equipa na derrota por 2-1 frente ao Benfica, num jogo da 26.ª jornada da I Liga portuguesa. A equipa da casa começou por marcar aos sete minutos, através de um penálti convertido por Barbero, mas acabou por sofrer a reviravolta nos descontos.

“Foi um excelente jogo. Acho que jogámos de forma proativa, dinâmica e com personalidade”, afirmou Vasco Seabra na conferência de imprensa. O técnico destacou o bom início da equipa: “Começámos muito bem, instalados no meio-campo do Benfica e o penálti acaba por surgir daí”.

Segundo o treinador, o Benfica respondeu com domínio territorial: “O Benfica respondeu, sem grande entrada na área, mas muito por cantos e zonas circundantes. A melhor oportunidade até é nossa, com o Barbero a cabecear ao lado”. Vasco Seabra admitiu que a equipa foi empurrada para trás na primeira parte, mas corrigiu o posicionamento no segundo tempo.

Análise do jogo e oportunidades perdidas

O técnico lamentou as oportunidades perdidas que poderiam ter dado maior vantagem ao Arouca: “Temos uma oportunidade claríssima para fazer o 2-0 e o Benfica faz o empate logo a seguir”. Vasco Seabra revelou dados estatísticos que sustentam o bom desempenho da equipa: “Até acabamos com mais golos esperados do que o Benfica e temos quatro ou cinco oportunidades muito claras”.

Sobre o golo da vitória do Benfica nos descontos, o treinador confessou: “É amargo sofrer a fechar o jogo, é doloroso para a equipa, mas não vivemos de vitórias morais”. Vasco Seabra comparou esta derrota com outros jogos recentes contra grandes equipas: “São momentos diferentes. No jogo com o Sporting, queremos ganhar e o golo surge após uma transição do Puche. No Dragão, foi um penálti, aqui acabou por ser lance fortuito”.

Opções táticas e balanço final

O treinador do Arouca explicou ainda algumas opções táticas, incluindo a não utilização de Lukebakio: “O Lukebakio perspetivámos que pudesse jogar. Não mexeu connosco. O Djouahra, mais atrás, teve a ver com construção mais baixa com o Dahl, seria desconfortável baixar o Trezza”.

Vasco Seabra terminou com um balanço positivo, apesar do resultado: “Sentimos que fomos proativos e colocámos dificuldades. Às vezes, nos jogos ‘grandes’, falta volume de oportunidades, mas hoje tivemos”. O treinador não escondeu, contudo, a frustração: “Fica um amargo pesado na boca, difícil de digerir, apenas sustentado pela forma como competimos com um adversário muito forte”.

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