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A vitória do Benfica em Arouca continua a gerar debate. Jorge Amaral considera que o triunfo encarnado não foi justo e aponta as melhores oportunidades à equipa da casa.

“Não foi uma vitória justa do Benfica”
“Não foi uma vitória justa do Benfica”

O Benfica venceu o Arouca com um golo de Franjo Ivanovic já em tempo de compensação, mantendo-se invicto na Liga Portugal Betclic e a pressionar os rivais na luta pelos primeiros lugares. No entanto, a forma como os encarnados conquistaram os três pontos continua a gerar debate.

Na análise ao encontro na CMTV, o comentador portista Jorge Amaral defendeu que o resultado final não traduz aquilo que se passou dentro de campo, considerando que o Arouca teve argumentos suficientes para alcançar um resultado diferente.

“Não foi uma vitória justa, acho que não foi uma vitória justa”, afirmou o antigo jogador, sublinhando que, apesar do maior domínio territorial do Benfica, a equipa da casa também criou situações perigosas.

Arouca criou perigo e obrigou Turbin a intervir

Jorge Amaral reconhece que o Benfica teve mais posse de bola e apresentou maior velocidade na segunda parte, mas entende que isso não significa que tenha produzido mais oportunidades claras de golo.

“Em termos das oportunidades expectáveis, teve mais posse de bola e fez uma boa segunda parte com muito mais velocidade”, começou por admitir.

Ainda assim, o comentador acredita que o equilíbrio foi maior do que o resultado sugere. “Em termos de oportunidades, as defesas foram melhores e mais importantes do Turbin do que propriamente as do guarda-redes do Arouca”, referiu.

Segundo Jorge Amaral, o guarda-redes do Benfica teve mesmo mais intervenções decisivas durante o encontro. “Teve três defesas contra duas”, destacou, numa tentativa de demonstrar que o Arouca conseguiu criar situações de perigo real junto da baliza encarnada.

Lance aos 83 minutos podia mudar tudo

Jorge Amaral também apontou para alguns momentos específicos do encontro que, na sua perspetiva, ajudaram a explicar a reviravolta do Benfica no marcador.

O comentador considera que um dos golos das águias acabou por surgir após um erro do guarda-redes do Arouca. “Só acontece porque o guarda-redes escorregou ao bater aquele lance de fora de jogo, acho eu, que falhou e que deu essa possibilidade”, explicou.

Além disso, recordou uma ocasião flagrante da equipa da casa já perto do final da partida. “O Arouca teve uma grande oportunidade aos 83 minutos, que uma grande defesa do Turbin poderia ditar outro resultado”, apontou.

Para Amaral, esse lance demonstra que o conjunto arouquense também teve argumentos ofensivos suficientes para discutir o resultado até aos últimos instantes.

“Não há necessidade de um Arouca chegar tantas vezes à baliza quanto o Benfica. O Benfica é que tinha e tem essa obrigatoriedade”, afirmou.

Ainda assim, o antigo jogador reconheceu que sempre que a equipa da casa conseguiu aproximar-se da baliza encarnada criou dificuldades. “Sempre que lá ia, o Arouca criou perigo e criou oportunidades”, concluiu Jorge Amaral, deixando a ideia de que o desfecho da partida poderia ter sido diferente.

Refira-se que a exibição das águias frente ao Arouca também gerou críticas entre adeptos do Benfica, com António Figueiredo a apontar o momento de forma de Pavlidis, considerando mesmo que “parece mais um defesa-adversário do que um atacante do Benfica”.

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