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As tensões entre Sporting e FC Porto no andebol escalaram após os incidentes no Dragão Arena, com críticas duras de Carlos Barbosa da Cruz à postura dos dragões.

“Ir ao Porto parece uma descida aos infernos”
“Ir ao Porto parece uma descida aos infernos”

O clima de tensão entre FC Porto e Sporting conheceu um novo capítulo após os incidentes registados no jogo de andebol disputado no Dragão Arena, no passado fim de semana. A vitória leonina por 33-30 ficou marcada por polémicas dentro e fora do campo, levando mesmo o Ministério Público a abrir um inquérito criminal.

Antes das reuniões agendadas com o Governo, destinadas a esclarecer os acontecimentos, Carlos Barbosa da Cruz não poupou críticas ao ambiente vivido na cidade do Porto.

Em declarações à Antena 1, o presidente do Grupo Stromp afirmou que “quando um clube vai ao Porto, aquilo parece uma descida aos infernos”, considerando que a postura dos azuis e brancos “desprestigia o desporto” e não é um fenómeno recente.

Críticas à cultura desportiva portista

O dirigente leonino mostrou-se particularmente preocupado com aquilo que considera ser uma cultura enraizada no clube portista, que, na sua opinião, já ultrapassou as fronteiras do futebol. “Vejo com tristeza que essa cultura extravasa para outras modalidades”, afirmou, numa referência direta ao andebol.

Carlos Barbosa da Cruz admitiu compreender o incómodo do FC Porto face ao sucesso recente do Sporting na modalidade, sublinhando que esse crescimento teve contributos vindos precisamente do rival.

Ainda assim, rejeita qualquer justificação para os acontecimentos. “Compreendo que isso doa um bocadinho, mas a realidade é que nada justifica aquilo que aconteceu”, atirou, criticando também a “narrativa de desculpabilização” que diz estar a ser construída pelos dragões.

Incidentes no Dragão Arena aumentam tensão

A partida ficou envolta em polémica logo antes do apito inicial, com a equipa do Sporting a denunciar um odor intenso no balneário visitante. O treinador Ricardo Costa e o jogador Christian Moga necessitaram mesmo de assistência médica, levando a um atraso de cerca de 15 minutos no início do encontro.

O FC Porto reagiu prontamente, desmentindo “de forma absoluta, clara e inequívoca” qualquer irregularidade. Paralelamente, através do diretor-geral das modalidades, Mário Santos, os portistas contra-atacaram, acusando o jogador leonino Martim Costa de agressão a um adepto durante o aquecimento.

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