Ricardo Costa rejeita “circo” no Dragão Arena e pede investigação
Treinador do Sporting garante ter sofrido problema de saúde antes do clássico com o FC Porto e defende integridade da equipa após acusações.
O treinador de andebol do Sporting, Ricardo Costa, rejeitou qualquer encenação no incidente ocorrido na Dragão Arena e apelou a uma investigação aos acontecimentos.
Após a vitória frente ao Wisla Plock (33-29), na primeira mão do play-off de acesso aos quartos de final da Liga dos Campeões, o técnico abordou o episódio que o impediu de estar no banco no clássico com o FC Porto.
“Não fizemos circo nenhum, sentimo-nos efetivamente mal. Agora, que se investigue o que aconteceu porque eu não sou polícia, não trabalho no Ministério Público, não faço ideia. Sei o que me aconteceu, tive um problema de saúde, não pude ir a jogo, é o que eu sei, não sei mais nada”, afirmou.
Ricardo Costa defende integridade após acusações
Na conferência de imprensa realizada no Pavilhão João Rocha, em Lisboa, Ricardo Costa fez questão de defender a sua reputação e a dos seus jogadores, sublinhando que a situação ultrapassa o âmbito desportivo.
“Para mim, há duas coisas muito sagradas da minha vida: primeiro, a minha família; segundo, os meus atletas. Colocar-me a mim em causa, quando me acusam de que abandonei os meus atletas… podem chamar-me de tudo, ando há 30 ou 40 anos no desporto, já me insultaram em muitos pavilhões, é normal e convivo bem com isso. Não convivo bem com ataques à minha integridade”, referiu.
Relato do incidente: crise de saúde antes do jogo no Dragão Arena
O treinador ‘leonino’ explicou ainda os momentos que antecederam o jogo no Dragão Arena, descrevendo um quadro clínico que o levou a abandonar o recinto e a ser assistido por uma equipa médica.
“Entrei no balneário e, passado 40 segundos, saí, senti-me muito mal. Pedi ajuda, enviaram os bombeiros, disseram-me ‘vamos para o hospital’ e eu fiquei dentro de uma ambulância, onde estava com a médica. Passaram pessoas por mim, que disseram ‘vai jogar’ e eu disse: ‘Carlos Carneiro, eu não tenho condições de tomar decisões, lamento. O que vocês decidirem, para mim está bem decidido’”, relatou.
Ricardo Costa garantiu que nunca esteve em condições de orientar a equipa nesse encontro e lamentou as suspeitas levantadas sobre o seu profissionalismo. O técnico frisou que seguiu recomendações médicas e recusou correr riscos.
“Eu não queria jogar, não estava em condições. Falei com a médica e perguntei: ‘posso ir?’ Ela respondeu-me ‘você quer que lhe dê um ataque cardíaco?’ e eu disse-lhe que não”, contou.
Defesa do plantel e do “guerreiro” Christian Moga
O treinador aproveitou ainda para defender o plantel, destacando o compromisso dos atletas, em particular de Christian Moga, cuja atitude foi colocada em causa.
“Colocar em causa o Moga, que não sei se vocês sabem de onde é, não sabem o que se passa no Congo, é um guerreiro, um lutador, jamais fazia um exercício de circo”, sublinhou.
Apesar da polémica, o Sporting entrou com o pé direito no play-off europeu, vencendo o Wisla Plock por 33-29, resultado que deixa a equipa em vantagem na luta pelo apuramento para os quartos de final da Liga dos Campeões.


