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A Benfica Escola de Futebol Açores comemora uma década com 200 atletas e define como principal meta para o futuro a construção de infraestruturas próprias.

Escola do Benfica nos Açores celebra 10 anos e mira “casa própria”
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A Benfica Escola de Futebol Açores celebrou uma década de atividade e apresenta-se hoje com cerca de 200 atletas em atividade, distribuídos pelos pólos de São Miguel e da ilha Terceira. Criado em 2015, o projeto tem como base a formação até aos 13 anos e assume agora como principal ambição para a próxima década a construção de infraestruturas próprias.

À frente da estrutura está Marco Pessoa, director-geral e coordenador técnico, natural de Ponta Delgada, com um percurso ligado ao futebol desde cedo. Enquanto atleta representou o Clube Desportivo Santa Clara, participou na Série Açores pelo Águia Clube Desportivo e passou pelo Marítimo. Mais tarde iniciou a carreira de treinador no Águia, experiência que o levou a identificar lacunas estruturais na formação regional e a procurar um modelo metodológico mais definido.

Foi nesse contexto que nasceu a Escola de Futebol do Benfica nos Açores. Após analisar diferentes projectos, Marco Pessoa optou pelo modelo do Benfica, com a intenção de implementar uma metodologia transversal e estruturada. O projeto arrancou em Ponta Delgada e, entretanto, expandiu-se à Terceira, onde a parceria é feita com o Sport Club Praiense. Em São Miguel, a vertente competitiva é assegurada pelo Azor Sport Clube.

O modelo formativo da escola Benfica

A identidade da escola mantém-se clara: trabalhar a base até aos 13 anos. “Nós só queremos aqui a base até aos 13 anos. Muitos questionam por que não vamos para o futebol de 11, o futebol mais de especialização. O nosso ‘core’ é este. Se formos a fazer contas, os meninos e as meninas entram aqui aos três anos e saem aos 13, são 10 anos. Queremos fomentar aqui também alguma base para alguns clubes, depois eles acabam por se espalhar”, explicou Marco Pessoa em declarações ao programa Teledesporto da RTP Açores.

O modelo privilegia um ciclo formativo completo antes da transição para outros clubes da região, contribuindo para alimentar o futebol açoriano com atletas já trabalhados na base. Ao longo destes dez anos, o crescimento foi sustentado, passando de algumas dezenas de praticantes para cerca de duas centenas atualmente.

Testemunhos de atletas da escola

Entre os atletas que acompanharam a evolução do projeto está João Calado, guarda-redes sub-13 que integra a escola desde a fundação. O jovem destaca “a forma como são dados os treinos e o espírito de equipa” como os aspetos que mais valoriza. Perante a possibilidade de não avançar para um escalão sub-14 dentro da estrutura, admite que poderá seguir para outro clube, mas não esconde o desejo de continuar.

Também no sector feminino a escola tem vindo a afirmar-se. Sofia Sampaio, de 10 anos, divide a formação entre sub-11 e sub-12 e resume de forma simples a ligação ao projeto: escolheu a escola “porque é o clube que eu gosto”. Questionada sobre o que mais aprecia, responde sem hesitar: “jogar a bola, fazer o que eu gosto”, referiu.

Ambicionar infraestruturas próprias

Com dez anos cumpridos, o olhar vira-se agora para o futuro. A grande ambição passa por dotar a escola de instalações próprias. “Passa por termos infraestruturas. Não é fácil. Temos já um projeto, pelo menos no papel. Estamos a tentar reunir as condições necessárias para dar esse próximo passo. Estamos a contar que nos próximos 10 anos tenhamos a nossa casa e o nosso espaço, de modo a que possamos crescer no número de atletas”, afirma Marco Pessoa.

A consolidação de uma “casa própria” é vista como determinante para sustentar o crescimento e reforçar a identidade do projecto. Dez anos depois do arranque, a Benfica Escola de Futebol Açores apresenta números consolidados, dois pólos activos e uma base formativa definida, mantendo como prioridade a formação inicial e a criação de hábitos desportivos duradouros nas novas gerações.

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