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Marco Silva assumiu erros do Benfica na derrota com o FC Porto e falou sobre a pressão exercida sobre a arbitragem em Portugal antes dos jogos.

No Dragão, Marco Silva assume erros e aborda clima da arbitragem
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O Benfica saiu derrotado do Dragão na 7.ª jornada da Primeira Liga e Marco Silva não poupou palavras sobre o ambiente que rodeia a arbitragem em Portugal. Questionado em conferência de imprensa, o treinador encarnado afirmou que, no país, “consegue-se condicionar árbitros antes dos jogos, depois dos jogos, durante a semana, de toda a forma e mais alguma, e por vezes dá resultado”. Antes disso, porém, já tinha deixado claro que a responsabilidade pela derrota era da sua equipa.

A leitura de Marco Silva sobre a derrota

O técnico começou por elogiar os primeiros 20 a 25 minutos do Benfica, período em que a equipa condicionou o adversário, jogou em meio-campo ofensivo e criou a primeira grande oportunidade da partida. A partir daí, admitiu, tudo mudou. O clássico no Dragão ficou marcado pela expulsão de Clement Lenglet, tema que Marco Silva recusou comentar diretamente.

“Em relação à expulsão, eu não vou fazer qualquer comentário. Acho que é importante, se o clube tiver de dizer alguma coisa em relação ao jogo, acho que o clube deve… deve dizê-lo”, afirmou. O treinador foi mais longe na autocrítica sobre os golos sofridos, apontando o primeiro como evitável e destacando a perda de bola sem pressão que originou o segundo, ainda com o Benfica reduzido a dez.

Farioli entra na conversa

Quando confrontado com as referências de Francesco Farioli a “coisas estranhas” dentro do jogo, Marco Silva optou por devolver a pergunta. “Vou responder da mesma forma: aproveite o momento a seguir, vai ser porreiro, e vocês falam dessas ‘coisas estranhas’ e falam de… de outras coisas mais”, disse, remetendo os jornalistas para o técnico do FC Porto. Sobre a agressividade do adversário, foi direto: “Não sou eu que vou gerir a agressividade do adversário. Estão lá quatro mais dois no VAR para gerir, não sou eu que tenho de gerir ou ver se passa dos limites ou não.”

O contexto da polémica arbitral

As trocas entre os dois treinadores não surgem isoladas. Segundo o Diário de Notícias, o presidente do Benfica, Rui Costa, reagiu já na zona mista do Dragão, apontando o que classificou como uma dualidade de critérios na gestão disciplinar do encontro. No contexto do clássico, foram registadas declarações e respostas sobre arbitragem. A atuação concreta da equipa de arbitragem do clássico e a sua avaliação técnica carecem de confirmação independente antes de serem tratadas como facto assente. Também não há, no que Marco Silva disse, qualquer acusação direta a um clube ou a um árbitro em particular; o treinador falou de forma genérica sobre o clima de pressão sobre a arbitragem em Portugal.

Marco Silva agradeceu o apoio dos adeptos encarnados antes e durante a partida, e referiu que haveria uma paragem para os jogos das seleções. “Nós temos de voltar mais fortes após a paragem”, garantiu. Para o técnico, a prioridade passa por corrigir o próprio Benfica, não por discutir quem apitou o clássico.

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