
O Benfica reagiu ao penálti assinalado a favor do FC Porto no triunfo frente ao Arouca (2-1), em jogo de abertura da 24.ª jornada da I Liga, considerando que o lance foi decisivo e incorretamente validado.
Através de uma publicação nas redes sociais, acompanhada pelo vídeo do momento, o clube da Luz não deixou margem para dúvidas quanto à sua posição: “Penálti inexistente, vitória mentirosa. Dois pontos oferecidos. Assim, é fácil continuar à frente”.
A grande penalidade foi assinalada aos 87 minutos, numa altura em que o encontro se encontrava empatado a um golo. Seko Fofana caiu na área num lance com Yellu Santiago, com o árbitro Iancu Vasilica a apontar para a marca dos onze metros, decisão confirmada pelo VAR, liderado por Rui Costa.
O lance gerou forte contestação, não só por parte dos encarnados, mas também no seio da formação arouquense.
Na zona de entrevistas rápidas, o treinador do Arouca, Vasco Seabra, mostrou-se incrédulo com a decisão, sobretudo após a revisão das imagens.
“Acho que vocês vão poder dizer. Se disser vou ser castigado. Acho que temos nove penáltis contra e zero a favor. Já tivemos tantos toques que não são marcados. Não sei o que vão dizer mas se formos todos honestos conseguimos ver que… pronto”, afirmou o técnico.
Também Nais Djouahra, autor do golo dos lobos, deixou uma mensagem enigmática: “Há coisas que não mudam”, numa clara alusão ao lance que acabou por decidir o encontro.
Os antigos árbitros Jorge Faustino e Marco Ferreira, especialistas de arbitragem do jornal Record, consideram igualmente que a grande penalidade foi mal assinalada.
Jorge Faustino defende que “Fofana, no movimento para pontapear a bola, acertou no pé direito de Yellu que já o tinha lá posicionado na movimentação para a bola. O futebol não espera infração num contacto assim. Sem penálti”.
Por seu turno Marco Ferreira considera que os dois jogadores "tentarem disputar a bola, com o avançado a tocar no pé do defesa quando tentava pontapear a bola, num contacto normal sem qualquer tipo de infração. Penálti mal assinalado sem a devida intervenção do VAR”.