Crónica: Portugal segue para as ‘meias’ do Mundial sub-17 com nova demonstração de força
Portugal apurou-se hoje pela segunda vez para as meias-finais do Mundial sub-17 de futebol, depois de vencer a Suíça (2-0), numa partida que foi claramente superior à formação helvética e em que podia ter marcado mais golos.
Em Doha, Mateus Mide, aos 41 minutos, e José Neto, um dos melhores em campo, aos 53, deram ao triunfo à seleção nacional, que repetiu assim o feito de 1989, a única vez em que se tinha qualificado paras ‘meias’. Nesse torneio, o último na faixa etária de sub-16, Portugal terminou no terceiro lugar.
Após o 5-0 ao México nos oitavos de final, a equipa de Bino Maçães não repetiu nova goleada, mas foi quase sempre superior à Suíça, sobretudo a partir do meio da primeira parte.
Portugal juntou-se a Itália e Áustria no grupo de equipas apuradas, esperando agora o desfecho do Marrocos-Brasil, a decorrer, para saber que seleção vai defrontar na próxima segunda-feira, com o aceso à final em jogo.
Num dos campos do Complexo Desportivo Aspire Zone, na capital do Qatar, Portugal cedo tomou conta da bola, embora ainda com algum nervosismo à mistura, perante uma equipa helvética que foi demonstrando que podia causar perigo em lances de contra-ataque.
Dos dois guarda-redes, Romário Cunha até foi o primeiro a entrar em ação, para defender um remate ‘venenoso’ de Bruchez, mas, a partir dos 20 minutos, o jogo passou a ser da seleção lusa.
Já depois de Anísio Cabral, Stevan Manuel e Mateus Mide terem ficado perto de marcar, Portugal chegou com justiça à vantagem, aos 41 minutos, num lance com algumas culpas para a defensiva da Suíça.
Numa bola longa, Cabral aproveitou a passividade dos adversários para ganhar espaço na área e assistiu Mide já quase na pequena área para o primeiro golo português.
Praticamente no arranque da segunda parte, Portugal chegou ao 2-0, desta vez por José Neto, uma das figuras que mais desperta atenção na equipa de Bino.
À entrada da área, o lateral disparou uma ‘bomba’ de pé esquerdo, não dando hipóteses ao guarda-redes da Suíça.
Subitamente, a seleção nacional tinha tudo para seguir em frente na competição e aproveitou bem a oportunidade, acabando por controlar a partida até final, não deixando a Suíça sequer sonhar com a possibilidade de ainda chegar ao empate.
Romário Cunha só uma vez teve que ‘sujar’ o equipamento, aos 80 minutos, para impedir que Mijalovic reduzisse a diferença, numa parte final em que Portugal até podia ter marcado mais.
Tomás Soares ficou por duas vezes perto do 3-0 e, na segunda tentativa, só mesmo o guarda-redes Noah Brogli, com uma das melhores defesas desta edição do Mundial sub-17, impediu o médio de ‘faturar’.


