Paços de Ferreira critica “desinteresse da Liga” por agendamento do jogo frente ao Sporting B
A equipa pacense manifestou desagrado com a decisão de jogar à terça-feira, apesar de ter proposto domingo e ter acordo com a televisão.
O Paços de Ferreira repudiou na quinta-feira o agendamento do jogo com o Sporting B, da Liga Portugal 2 Meu Super, para uma terça-feira, criticando o “desinteresse da Liga Portuguesa de Futebol Profissional pelos clubes e pelos adeptos”.
Num comunicado de 13 pontos, a sociedade desportiva pacense manifesta o seu desagrado com a marcação da partida 21.ª jornada da II Liga de futebol para dia 10 de fevereiro, uma terça-feira, pelas 20:15.
“Pelos canais apropriados, a FC Paços de Ferreira SDUQ demonstrou a sua oposição à realização do jogo num dia e hora em que habitualmente não se realizam partidas da competição, solicitando que o jogo se realizasse no domingo, 8 de fevereiro, data para a qual existe apenas um encontro da II Liga agendado”, refere o clube.
Liga justifica agendamento com eleições e Youth League
O Paços de Ferreira sublinha que a Liga de clubes justificou o agendamento com as eleições presidenciais e com o jogo da UEFA Youth League entre Puskas e Sporting, marcado para 04 de fevereiro, sem considerar que existem jogos da II Liga no fim de semana anterior.
A sociedade defende ainda que a participação da equipa sub-19 do Sporting não pode condicionar a agenda da equipa B.
Operador televisivo aceitou jogo no domingo
Segundo o clube, o operador televisivo detentor dos direitos da prova não se opôs à alteração, desde que a partida se realizasse às 11:00, situação aceite pelo Paços de Ferreira.
“Apesar da nossa argumentação e da concordância do operador televisivo em realizar o jogo no domingo, a Liga Portugal decidiu unilateralmente agendar a partida para terça-feira, dia 10 de fevereiro, situação que nos causa espanto, uma vez que, em casos semelhantes, as decisões vão de encontro à maioria dos interessados”, lê-se no comunicado.
Paços critica desinteresse pelos adeptos
O Paços de Ferreira considera que a decisão revela “total desinteresse pelos interesses dos adeptos do clube e do Sporting, numa era em que se procura valorizar o adepto e incentivá-lo a ir ao estádio”.
A sociedade desportiva criticou ainda o impacto da decisão nos microciclos de trabalho da equipa profissional, na manutenção do relvado e nos compromissos comerciais com patrocinadores, e lembrou que tem colaborado com a competição, cedendo repetidamente o seu estádio para jogos de outras sociedades.


