Taça da Liga: Presidente da associação de Braga fala em “pedrada no charco”
O presidente da Associação de Futebol de Braga destaca o impacto da final entre os dois rivais minhotos, que quebra a hegemonia dos “três grandes”.
A final da Allianz Cup entre Sporting de Braga e Vitória de Guimarães, no sábado, “é uma pedrada no charco” do futebol português, considerou hoje à agência Lusa o presidente da Associação de Futebol de Braga.
Já houve uma final da Taça da Liga entre dois clubes da associação bracarense, em janeiro de 2017, na ocasião o Sporting de Braga e o Moreirense, com vitória dos ‘cónegos’ (1-0), mas esta é a primeira vez que os dois maiores clubes minhotos se defrontam numa final.
Para Pedro Sousa, “o futebol português está muito formatado à volta de uma realidade dos ‘três grandes’ [Benfica, FC Porto e Sporting], mas esse paradigma pode e deve começar a mudar”, até porque “uma das forças maiores do futebol é a imprevisibilidade”, dando o campeonato inglês como “o melhor do mundo” e o exemplo a seguir.
Impacto da final no futebol português
“Este jogo é uma pedrada no charco no panorama do futebol português. Acredito que não será episódico, porque conheço como é que os clubes mais representativos da associação de futebol de Braga estão a trabalhar”, disse à Lusa.
Natural de Braga, Pedro Sousa é confesso adepto dos ‘arsenalistas’, mas, para ele, os grandes vencedores desta edição da Taça da Liga são “a associação de Braga e o futebol à moda do Minho”.
Posicionamento institucional de Pedro Sousa
“Sou do Braga, sócio e adepto, mas sou profundamente institucional e estarei na final não na condição de adepto, mas como presidente da Associação de Futebol de Braga e com uma gravata azul que é a cor da bandeira da associação”, disse, deixando elogios ao futebol de Vitória de Guimarães e Sporting de Braga.
Pedro Sousa, de 42 anos e presidente desde setembro do ano passado, disse ter a ambição de transformar a Associação de Futebol de Braga na melhor do país.
“Nos últimos anos, a associação não teve uma estratégia e um posicionamento para estar na linha da frente do futebol português, o que levou a algum esvaziamento de intervenção em espaços fundamentais, como nos lugares executivos da Liga ou na direção da Federação Portuguesa de Futebol, mas tem que estar e vai voltar a estar”, garantiu.


