César Peixoto: “Mesmo 11 contra 11 tivemos a capacidade de gerir o jogo”
O treinador do Gil Vicente analisa a goleada por 5-0 sobre o Famalicão, destacando a gestão do jogo antes da expulsão e a atitude da equipa.
A goleada por 5-0 sobre o Famalicão permitiu ao Gil Vicente recuperar provisoriamente o quarto lugar da I Liga, num encontro que o treinador da equipa de Barcelos considerou bem abordado desde o início. César Peixoto realçou que a sua equipa conseguiu controlar o desafio mesmo antes do momento decisivo que alterou o rumo da partida.
O treinador do Gil Vicente começou por afirmar: “Sabíamos que ia ser um jogo difícil, mas abordámo-lo da melhor forma, pois mesmo 11 contra 11 tivemos a capacidade de gerir e ter o jogo do nosso lado, frente a um adversário que quase não teve remates enquadrados.” Esta análise sublinha a convicção de que o domínio da equipa foi construído ainda em igualdade numérica, limitando as oportunidades do adversário.
Sobre o impacto da expulsão do jogador do Famalicão, Mathias de Amorim, ainda na primeira parte, César Peixoto reconheceu que esse facto facilitou a tarefa, mas garantiu que a equipa não baixou o rendimento. “A expulsão facilitou, mas não relaxámos, entrámos bem na segunda parte e quem saiu do banco veio com a atitude certa, fomos uma verdadeira equipa”, disse, elogiando o contributo dos suplentes e o espírito coletivo.
Nos aspetos emocionais e de maturidade, o mentor gilista destacou a postura exibida. “Tivemos a capacidade de ter cabeça fria, num jogo fantástico da nossa parte, que, mesmo só valendo três pontos, foi perante uma boa equipa como é o Famalicão.” Esta afirmação serve também como um elogio ao adversário, reconhecendo a sua qualidade mesmo na derrota pesada.
Olhando para o futuro e para os objetivos da equipa, César Peixoto mostrou-se consciente de que resultados assim não são a norma, mas um reflexo de um bom momento. “Não vamos ganhar sempre por 5-0, mas soubemos tornar o jogo fácil. O primeiro objetivo [manutenção] está conseguido, além disso já temos mais dois pontos do que no arranque da primeira volta e a meta é tentar fazer melhor do que fizemos.” O treinador referiu assim a concretização do objetivo principal da temporada e estabeleceu a meta de superar o desempenho da primeira volta.
Para manter a consistência, César Peixoto apontou a humildade como fator crucial. “Mas, no futebol, tudo vira muito rápido, e o grande segredo da equipa tem de ser a humildade com que encarámos todas as semanas os jogos.” Esta perspetiva reflete uma abordagem cautelosa perante a volatilidade dos resultados no campeonato.
Finalmente, o treinador expressou confiança no potencial da equipa, uma das mais jovens da competição, mas manteve os pés bem assentes no chão. “Acreditamos que podemos fazer uma boa segunda volta, porque a equipa tem mostrado essa capacidade, mas temos os pés assentes no chão. Somos a terceira equipa mais jovem do campeonato e pode parecer um chavão, mas vamos mesmo pensar jogo a jogo.” A filosofia de focar apenas no próximo desafio é apresentada como a chave para continuar a construir uma temporada positiva.


